quarta-feira, 13 de novembro de 2013

pra nóis dois morá



Bem que já diziam: deus fecha uma porta e abre uma janela – mesmo que essa janela seja sasazaki em um flat com 32 m². Estou quase de mudança. 23 anos, dois empregos, uma tatuagem por fazer e calo no pé de tanto procurar uma casa pra chamar de minha.

Meus dias estão divididos nessa correria que é trabalhar, olhar imóveis, terminar artigo de universidade (ufa, já deu). A rebeldia adolescente tardia bateu a minha porta e eu abri. Longe de casa há mais de uma semana e sem intenção de voltar.

É curioso perceber a frieza dos corretores que te atendem, atrás de mesinhas de escritórios, tomando café, atendendo telefone e falando do local que você escolheu para viver como um vendedor de seguros. A maioria deles conhecem os imóveis tanto quanto eu - pelas fotografias do site. Eu vou MORAR ali, não me interessa muito suas condições de locação. Me interessa saber se pega sol a tarde, se as trancas das portas são ok (traumas com fechaduras: eu tenho) ou se o vizinho do 201 gosta tipo de ouvir Paulinho Paixão.

Enquanto não me mudo, vou gastando o tempo ócio para organizar um chá de casa nova (o fato de não ter ainda a casa nova é só um detalhe). Também não tem chá. E também não tem lista. E também não quero encher meu flat de quinquilharias compradas pelo gosto duvidoso de pessoas que vão só para comer salgadinho. Pensando bem, esquece o chá.

Tô tomando gosto pela coisa. Brincar de casinha a princípio parece mais caro do que imaginei.

Mas tudo bem. Estou disposta a pagar o preço necessário para viver em paz.

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