quinta-feira, 19 de setembro de 2013

sou uma criança, não entendo nada

O Maurício passou 15 dias fora e nesse tempo fiquei tão entediada que arrumei um novo emprego. Sou assessora de um colégio particular. E o primeiro que disser que eu não assessoro nem minha vida, cabô amizade. 

Como todo bom iniciante, você começa pisando com cautela, tentando acompanhar o ritmo do barco que já vai a todo vapor, longe da terra, sem intenção de voltar. Ou você se adapta, amigo, ou vai ter que atravessar o oceano a nado.

Tive a sorte de encontrar dois bons marujos nessa embarcação (ok, parei com a metáfora ridícula). Meus dois colegas de sala são bem gente boa, e têm me ajudado - e mangado muito também - nesse começo. Eles levam lanche, curtem um brega, veem vídeos estranhos na internet. É, são normais.

Na minha sala funciona ainda a parte de festas e eventos do colégio. Acabamos de passar pela experiência da gincana (eu AMAVA gincanas escolares até estar por trás de uma hahaha). E aí ficou maravilha, porque amo festas e eventos, sobretudo festas.

Fico num anexo da administração, próximo a escola, mas não dentro dela. Volta e meia tenho que ir lá resolver algo, e adoro - passar em corredores lotados de crianças e adolescentes e eu lembrando que um dia desses eu era uma delas, com uma bomba e uma coca-cola na mão. Quando vou fazer matéria entrevistando alunos, eles me chamam de tia *-*

Pra completar o pacote de novidades, nesses últimos dias ganhei um sobrinho! Toda aquela tensão da maternidade perto de você, e páh, e olha que meninão lindo pega titia e uuuhl cut cut. Bebês são sempre mágicos dentro de uma casa. O nome dele é Alexandre, mas tô chamando de alêzinho, porque não gosto de letra maiúscula em alguém tão minúsculo, e acho Alexandre Filho um nome muito grande pra um bebê de 49.5 cm de pura gostosura.


oi, tia, tô de boa ;)
Sobrinhos são o máximo. Você pode ter um contato mais próximo, pegar, cheirar, brincar, mas opa, fez cocô, mããããe, vem me limpar!

Não sei se dou um abraço de ternura ou se choro me perguntando quem acelerou essa linha do tempo. 
Como é que se passa pra fase adulta sem ao menos um treinee, gente?

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

da maior importância

(Mauricio Pokemon)


foi um pequeno momento, um jeito, e aí eu já não pude mais conter a lágrima, o choro, o riso, o grito. meu coração, um fogareiro. baby, há quanto tempo esperei por isso. meu olhar no olho dela que me ignorava. segura, grande, intocável. ela, a menina baiana magistral, magnifica. aquela voz que o cantar lhe deu é um instrumento divino e maravilhoso. trazendo a vida na voz, pra ser feliz, pra sofrer. a gal ali na minha frente, exorcizando meu medo, meu champanhe. mas o álcool só me faz chorar - e respeito muito as minhas lágrimas. em certo instante me senti carregada por asas que a gente não vê. ela lá, me convidando a mudar o mundo, "é fácil, nem tem que pensar". e de repente ficou tudo um barato total. mas quem é fã se cala enquanto ela abre os braços e a voz. palavras, calas, nada fiz. tão cara a cara assim com a mulher americana, global, que cantava na panela. a coisa mais linda que existe. talvez, quem sabe um dia, eu consiga descrever o que aconteceu ali. segunda é dia de branco: fui à praia com gal tropical que comprei num sebo naquela manhã. eu vi o menino correndo, eu vi o tempo. e quando anoiteceu, estava tudo onde devia estar. e era hora de voltar de um sonho lindo.