segunda-feira, 10 de junho de 2013

brasília, um dia eu volto

Semana passada fui à Brasília, concorrer ao Prêmio Sebrae de Jornalismo. Fiquei entre os 5 finalistas do prêmio especial do juri, entre mais de mil matérias do país todo. Uma categoria de um puta prêmio em dinheiro, para o melhor dos melhores trabalhos inscritos. Resultado: não ganhei. O cheque, quero dizer. Maaaas, ganhei amigos, uma revista da Tam e uma quantidade razoável de fotos pra postar no facebook.

Do meu lado no voo, iam Carol e Aline, ambas jornalistas aqui de Teresina. Carol eu já conhecia de esbarrar nas pautas da vida, por aí. Sabemos a dor e a delícia de trabalhar com revista. Aline eu nunca tinha visto, mas quando o avião decolou já estávamos falando de nossas preferência no cinema, na tv e na cozinha.


delegação do Piauí em Bsb ;)

Dividi o quarto com a Najla, e, seja quem fez essas divisões de quarto, acertou na mosca: eu e Najla tínhamos as menores bagagens da viagem, até mesmo menor que mala dos homens. Najla trabalha na TV Antares, e eu já tinha visto ela quando procurei meus concorrentes no Google, confesso. Sim, eu e Najla competíamos na mesma categoria. Algo meio que dormindo com o inimigo, sabe. Envenená-la no café da manhã foi algo que passou rapidamente pela minha cabeça, mas aí era tarde: já tinha por ela um apreço.

Interessante perceber que, mesmo morando na mesma cidade, foi preciso ir até Brasília pra me aproximar dessas pessoas. Que coisa maravilhosa a intimidade que as viagens em turma dão, né? Engraçado notar que quem é de tv já acorda ligando uma televisão, né Najla? Eu nem me lembrava mais a última vez que tinha assistido a um noticiário tão cedo. Caímos da cama, na expectativa do prêmio. Que não veio pra nenhuma de nós, snif. Nosso momento foi dar tchauzinho pro Caco Barcellos, que, após conduzir a entrega dos prêmios, comeu o pior atolado de carne de sol da vida dele, numa mesa atrás da nossa. Caco, vem pro Piauí e eu te mostro o que é atolado, dos bons.

Saímos do Sebrae nacional pra bater perna na cidade de Niemeyer. E depois de fazer o trajeto museu de arte - catedral - planalto (Dilma, minha visita fica pra próxima, foi mais legal bater um papo com os índios, amada), fomos pro shopping. E o que toda mulher frustrada faz para se sentir melhor? Compra maquiagem, claro. Achei a "quem disse, berenice?", depois de botar o Raoni doido o shopping inteiro ("mas quem disse, berenice, que essa loja existe mesmo?" RISOS) e quase morro de comprar batom, um mais lindo que o outro. A sorte não tava comigo. Mas me recuso a contar o episódio da raspadinha que a Aline ganhou por motivo de: ferida ainda aberta.



encontrei minha tribo, tchau ;*

Voltei no avião comendo balinha de cereja e ouvindo Vapor Barato.
Tão cansada, mas não pra dizer que desisti. Os pessimistas diriam que foi uma bobagem acreditar que iria vencer. Otimistas, que está na final já é uma vitória. Eu apenas digo que foi feliz, bem feliz.
E que, um dia, eu volto.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

trocados de amor

Foi desse jeito: eu acordei de manhã, e, ainda coçando os olhos, vi ele a minha frente, com as mãos escondias atrás do corpo e dizendo: "fecha os olhos, tenho uma surpresa". Bem manhã de natal. Como fechados ainda estavam, praticamente, meus olhos, estendi a mão e toquei aquele objeto. Era um presente.

Pirei. Chorei. Sorri. Não era bem o presente, sabe. A coisa. O material. Era tudo que ele representava para mim. Seis meses atrás eu tive um dos dias mais tristes da minha vida, onde chorei compulsivamente enquanto engolia travesseiro e ódio. Me sentia burra e infeliz. Passou. E eu segui valorizando mais a vida, a presença das pessoas, os sentimentos e as coisas que não podemos comprar. E, pra ser sincera, se eu soubesse antes que pra sentir a felicidade tão grande que tive nessa manhã eu precisava ter chorado tanto aquele dia, eu juro: queria ter sofrido mais. Porque é sempre mais feliz assim. Como o calor que precisa do frio pra ser mais quente e o céu precisa do cinza pra ser mais azul, o riso sempre precisa do choro pra ser mais alegre.

Só digo a vocês que me encanta, cada vez mais, a sensibilidade da pessoa, a única no mundo, que sabia de verdade o que aquilo representava para mim. Quando ele falou "Agora vai parar de pensar nisso todo dia?", senti meu disfarce de durona desabar e meu peito encharcar de amor. Amor imenso no coração e felicidade na ponta do dedo.

Levem de mim todo o dinheiro do mundo.
Mas me deixem, para sempre, com uns trocados desse amor.