segunda-feira, 16 de abril de 2012

bruxa do condomínio

Briga de vizinhos é um clássico, devia entrar para as coletânias de contos ou algo assim.
Meu pai costuma dizer, em gratidão a alguém, algo como "Deus lhe livre de um mau vizinho".  Pode ser melhor do que benção, acreditem.

Tem essa síndica nova, a bruxa do 71. Ela é do tipo fofoqueira, te acompanha até o carro contando do fulano que joga lixo pela janela, da fulana que deixa o portão aberto ou do cicrano do 101 que possivelmente tem um gato (fofocas meramente ilustrativas). Isso sem você ter perguntado nada, dito nada, nem mesmo bom dia.

Pois bem, bruxa do 71 resolve botar portão eletrônico no prédio. Beleza, sou a primeira a apoiar. Apesar de não ter carro, sou solidária. Minha irmã solicitou o controle, e eu apenas a chave do portão para a entrada de nós, mortais pedestres.

Aí que a louca passou uma semana de zoada aqui embaixo, puxando energia, botando motor, e fuça vai fuça vem, temos o tal portão. Só que bruxa do 71 não avisou nem distribuiu controle pra ninguém. Daí esta sou eu chegando em casa, 18h30, após um dia exausto de trabalho, caminhando um quarteirão pra entrar pelo portão do outro bloco - que, graças, dá acesso ao meu ap.

Essa não é a primeira experiência ruim que tive com a bruxa. Alguns meses atrás, esbarrei com ela la embaixo, desesperada pela chave do depósito, que faz as vezes de bicicletário. Eu tinha uma cópia, porque guardava minha bicicleta lá. Ofereci a minha, ela aceitou e disse que a noite me devolveria. Aconteceu que precisei guardar minha bike lá e fui chamá-la em casa. Ela desceu e, ao inves de devolver minha chave, apenas abriu, trancou minha bike e disse "Quando precisar tirar, é só chamar. Vou fazer a cópia da chave pra mim". Três dias depois, repito: TRÊS DIAS DEPOIS, eu precisei da bike, fui na casa dela e nem sinal de vida. Liguei, bati, gritei e nada. Tava pra acionar o corpo de bombeiros, o IML, sei la. Aí, com toda a razão que tinha arrombei o cadeado para pegar o que era meu.

Bruxa do 71 espalhou para o prédio inteiro que "a louca do 202 tinha PERDIDO a chave e arrombado o depósito, destruindo o bem coletivo".

Mamãe até hoje me condena pelo ato vândalo.
Melhor quebrar o cadeado que a cara dela, argumento.

Essa é minha vida, Brasil












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