quinta-feira, 15 de março de 2012

Vida de adulto

Comprar um sofá não é algo que se faça assim, ao acaso. É uma decisão importante. Você precisa avaliar o modelo, a cor, a qualidade do estofado. E principalmente, preços e prazos, não esqueça.

Pois bem, minha mãe cismou que quer um sofá novo. E já escolheu. É verde-musgo.

Tivemos que acatar a decisao e fazer a velha vaquinha familiar (que nesse caso resumi-se a um trio de endividadas) para comprar o móvel à vista. Fiquei pensando no que fazer com os velhos e esburacados sofás, e lembrei uma crônica do Antonio Prata sobre sofás boiando no Tietê.

Ontem fui a um sarau de poesia, carreguei Alencar comigo. Busquei ele no trabalho, abasteci o carro, estacionei no Pão de Açúcar para um rápido lanche. Sem bater em ninguém, acreditem.

Fiz duas entrevistas, dirigi pela rua a noite cantando Criolo. Senti saudade, muita saudade. Troquei um cheque, cheguei em casa, tomei Ovomaltine com torradas e li um livro. Dei risada com uma ligação de BH. Chorei de saudade. Fui dormir.

Hoje, 9 da manhã, outra entrevista. Encontrei ao acaso, uma antiga amiga. Mandei emails, fiz ligações, planejei um filme para o fim de semana. Já sinto o cheiro do almoço vindo ali da cozinha. A tarde vou ao centro, pago contas e a noite tem aniversário de sobrinha. Vou me entupir de brigadeiro e ir pra casa. Senti saudade, novamente, chorar só um pouquinho e dormir.

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