terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

- e deu Revestrés!



Hoje é o lançamento da Revestrés, revista cuja equipe tenho orgulho de participar. Foram três intensos meses de trabalho e ideias, e agora me sinto como uma debutante no dia do baile.

A Revestrés surgiu pra mim como uma luz no fim do túnel. E antes mesmo dela ter esse nome, já estávamos cheios de euforia e vontade de oferecer uma revista de qualidade ao público tão cansado de consumir publicações de moda e/ou fofoca. Nada contra. Compra quem quer, ler quem se interessa. Tem espaço pra todo mundo no mercado, e acho ótima essa variedade, esse boom que Teresina deu. Mas a Reves (como apelidamos nosso filhote com carinho) é outra coisa. Uma revista pra quem gosta de ler, com visão ampla pro mundo, mas com pezinho no Piauí.

Revestrés pra mim é Assis Brasil cansando a pilha do gravador. Samaria fazendo bolo pras 'visitas' num sábado de manhã. Wellington comprando cajuína quente. André me mandando mensagem em francês. Mauricio comendo picolé de milho no café da manhã. Reunião de fechamento no dia do corso do Zé Pereira. Celular do Alcides com toque 'as aguas vão rolaaaar'.

Foi divertido e trabalhoso participar disso. Quero mais, quero bem mais.
Vida longa a #Revestrés, minha gente.
Amanhã, nas bancas.

Ah, e só um pouquinho. Sigam: @derevestres

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Alô, fevereiro!

Volteeeeeeeeeei, Recifeeeeeee! Foi a saudade que me trouxe pelo braço (8)

Todo mundo devia, goste ou não de carnaval, passar esse feriado pelo menos uma vez na vida em Recife. Só digo isso.

Que cidade. Que pessoas. Que folia. Faço minhas as palavras de dona Onete, do Pará, quando subiu no palco do Rec Beat: "Vocês é que sabem fazer festa. Os outros estados ainda precisam aprender".

Dona Onete, aliás, 72 anos de pura formosura. Não tem nem como começar esse post falando de outra coisa que não seja ela, com seu charme e simpatia e o carimbó chamegado que botou todo mundo pra dançar a vontade. Ela entrou toda faceira e depois da primeira música já tava tirando o sapato, pedindo uma cadeira. Estava em casa. Puro encanto.


Sensualiza, dona Onete!


O carnaval multicultural de Recife pra mim foi dona Onete cantando Criolo. Criolo cantando Nelson Ned. Lulu Santos cantando Roberto Carlos. Zé Ricardo cantando Tim Maia. Roberta Sá cantando Caetano e dançando frevo. Karina Buhr cantando Alceu. Lenine cantando Alceu. Ney Matogrosso cantando Alceu. Todos, sempre, cantando Alceu Valença. Meu coração ficou foi bobo.

Se tem um nome que reinou nesse carnaval foi Alceu Valença. E é lindo ver um povo idolatrando seus artistas, suas tradições, sua cultura - isso vale também para o Galo da Madrugada homenageando Luiz Gonzaga, para todas as pessoas na rua usando o famoso chapéu do rei do baião e para todo mundo que ia ao delírio quando tocava Nação Zumbi.

Isso é o mais bacana do carnaval de Recife/Olinda. Não é uma festa de qualquer música para se acabar com qualquer cachaça (não que não tenhamos feito isso, mas pula) É uma festa pra exaltar suas manifestações culturais: o frevo, o maracatu, o caboclo de lança, os papangus, o galo da madrugada, os bonecos de Olinda. Na abertura dos shows no Marco Zero vi uma apresentação linda de um grupo de maracatu, que começava no palco e descia numa passarela para o meio do povo. Lembro de naquele minuto ter pensado: isso sim é carnaval.




Em Olinda vi algo igualmente fabuloso: um bloco de evangélicos, contra o tráfico humano. Eles subiam e desciam as ladeiras com seus tambores e eu pirei cantando "ele é o leão da tribo de judaaaaaaaaaaaaah", lembrando meus tempos de escola batista, risos. Achei incrível.


Olinda



Vamos aos pontos altos e baixos da #carnavaltrip

#altos
- Rápida passagem por Exu, a cidade de Luiz Gonzaga e a visita ao Museu do Gonzagão. Incrível pensar que alguém que nasceu no meio do sertão virou esse fenômeno reconehcido até hoje.
- Criolo na abertura cantando Morena Tropicana. Não teve quem não se arrepiasse.
- Show do Lulu Santos. Na chuva. Sempre a mesma fórmula, sempre bom.
- As marchinhas que tocavam nos intervalos dos shows e que faziam todo mundo continuar no pique.
- Um tiozinho passando por mim e dizendo "Você foi a única jovem que eu vi cantando Chico Buarque". Mal sabe ele que Sanatório Geral na minha terra faz escola, haha.
- Nossos tênis bem podrão secando atrás da geladeira pra aguentar o dia seguinte.
- Show da dona Onete. Sem mais.
- Show da Roberta Sá no pátio São Pedro. Eu dando carteirada de imprensa e assistindo no hot space ao lado de nada menos que Pedro Luis (e a parede? :P)
- Show do Mombojó e a galera pirando no reino da alegria.
- Show do Tibério Azul no Rec Beat. Não consegui chegar a tempo, mas ouvi de tarde ele passando o som e achei super.
- Bloco do agacha-levanta, que fez eu e Mauricio andar de cócaras por alguns quarteirões do Recife antigo.
- Morena Tropicana tocando toda hora, em todos os ritmos, em todos os cantos.
- Eu e Érika caprichando na make carnaval e cantando "Olindaaaaaaaa, quero cantaaaaaaaaaar a ti essa canção..." Música chiclete.
- Manchete do caderno especial de carnaval, na quarta-feira, do Folha de Pernambuco: "Chuva, suor e alegria". Um beijo ao repórter responsável pela referência ao frevo lindo de Caetano Veloso.
- Porto de Galinhas: o mar mais azul e lindo do mundo.

#baixos
- Não existe arrumadinho para os pernambucanos. Pelo menos não da forma como conhecemos aqui no Piauí. Em todas as barraquinhas de comida as opções eram carne e macaxeira. Calabresa e macaxeira. Charque e macaxeira. E a saudade de arroz, paçoca e creme de galinha? Érika não aguentou, pediu macaxeira com farinha e virou a piada, haheuiahe.
- Estacionamento a 10 REAIS. Isso faliu a gente e enricou flanelinhas pelos próximos dois anos.
- Olinda no dia do desfile de bonecos. Todo mundo viradão subindo e descendo ladeira na chuva e no sol num formigueiro de gente. A chuva atrasou o desfile e só vi os bonecos já desmontando :~
- Carro tentando passar no meio do povo em Olinda. Em duas palavras? Vergonha alheia.
- Show do Criolo no Rec Beat. SEM PEDRADA, GENTE. Compreendam, acho Criolo a revelação do ano e tudo o mais que a crítica anda dizendo. Adoro o CD. E foi justamente por isso que me decepcionei um pouco. Achei que o show perde muito em sonoridade em relação ao cd. Algumas músicas foram tocadas em versões estranhas. E aquele Ganjaman meio que enche o saco tentando interagir. Veja bem, Criolo não vacila em nenhum momento: canta e manda muito bem. Minhas considerações são sobre outras coisas.
- CERVEJA QUENTE. Me desculpem, pernambucanos, mas aqui no Piauí é até crime vender cerveja escaldada, visse?
- Celular de Jurubeba a 5 reais. Se bem que isso devia estar em ponto alto, porque se fosse mais barata não sei o que teria sido de nós todos jurubêbados =X


P.S: As fotos que ilustram esse post são de Maurício Pokemon. Tem muito mais no flickr, podem olhar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O melhor carnaval do mundo

Depois do maior corso de Zé Pereira do mundo (em Teresina, beijos), estou aqui, na cidade brasileira de maior carnaval do mundo. Arrumei uma mochila, juntei uns amigos, peguei um all star velho, comprei porcarias perecíveis pra comer na estrada e vim para Recife.



Com a revista na gráfica e a sensação de dever cumprido, agora é hora de esbóoooornia. Nada melhor do que essa mistura linda de frevo e maracatu no Recife velho e um galo de 9 metros de altura avisando que o carnaval começou. A programação daqui não deixa a desejar, com show todo dia de um monte de gente e uma homenagem a Alceu Valença logo na abertura.

Porém, confesso que minha ansiedade maior está para o carnaval de Olina - primeira capital do Pernambuco, pertinho daqui - Não vejo a hora de está no sobe e desce das ladeiras no meio daqueles bonecos gigantes. Olinda, que aliás, este ano completa 30 anos como Patrimônio Cultural da Humanidade. Olinda, que concentra centenas de blocos e agremiações completando até 100 anos de folia, consolidando assim o mais tradicional carnaval de rua do país. "Olinda, a magia para o mundo": temos sorte de vir para cá quando o tema do carnaval de Olinda é justamente Olinda. Tudo
programado, cê jura.



Mas ao invés de fazer inveja do meu carnaval - que de todo modo, só atinge a quem, como eu, ama a folia de momo - vim foi deixar um recado pra vocês. Neste carnaval, se permita. Pinte o cabelo de rosa, saia pra rua, dance uma marchinha velha, faça guerra de espuma, atire serpentinas, brinde com os amigos, agarre quem você ama. Esse é o espírito da coisa.

Volto na quarta, só as cinzas.
Bom carnaval.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A Renata que eu já fui

Eu ia ler, juro. Mas minha mãe - que decidiu ler o mesmo livro que eu ao mesmo tempo, oi? - acabou de apoderar-se do meu livro e tá ali jogada no sofá. Só me resta escrever besteira. E hoje é besteira com todos os B's. Tanto blog sendo trucidado por ai, e eu com a cara e a coragem venho aqui falar de BBB.

O caso é Renata X Monique X Jonas. Não vou perder muito tempo explicando, porque né, quem não gosta do programa parou de ler ali pela terceira linha. Tenho muitas posições sobre muitas coisas que acontecem ali naquela casa, mas me chamou atenção o meio triângulo amoroso, simplesmente porque põe à tona e confirma uma história que eu soube desde sempre: homem não briga por mulher, mas mulher só vive no puxão de cabelo por causa de homem.

Ok, vamos a questão. Jonas ficava (ficou?) com a Renata nos primeiros dias de confinamento. Daí depois abusou a 'princesinha' - porque né, com aquela voz farinhenta quem não? - e saiu dizendo aos quatro ventos que beijá-la era como lamber um cinzeiro. A guria tomou altos tocos do mister, bebeu todas, chorou, disse até que queria sair da casa - ai ai, o que um amor não correspondido não faz. Loka de pedra de deixar 1 milhão pra tras. Ressentida, a coitada SÓ falava em Jonas o dia inteiro, e, opa, cometeu um erro que qualquer mulher mal amada esta sujeita: cogitou a possibilidade dele ser gay.

Pois bem, ai Renata começou a partir pra outra: um chove-não molha danado com o Ronaldo (xispa, elimando). Nada rolou, mas nesse meio tempo a loira chega pra Monique e diz 'se quiser ficar com Jonas, ok. até me ajuda'. Monique, que não é besta nem nada, agarrou o mister mais sem sal do mundo.


não chora, filha. a gente já passou por isso

Ai Ronaldo é eliminado, e Renata, que na verdade nunca esqueceu Jonas, começa a dar em cima dele deeee noooovo. Monique faz o que? Fica puta, lógico. A amiga tinha dado sinal verde, elas viviam de papinho - Até Bial chegou a dizer que adorava ver as armações da dupla - e agora ela faz o que? Leva o mister pra dormir com ela no quarto do líder e no outro dia chega na Monique com a cara mais limpa do mundo.

Monique não perdeu nenhum segundo e já tava la no quarto com os amigos falando de quem a pouco tempo atrás era a 'Rê'. Fez caras e bocas imitando os trejeitos da 'colega', p da vida porque perdeu o loiro. E o melhor de tudo é que Jonas não quer ninguém, tá ali só pra avacalhar. Mulé é muito burra mesmo.

Pra piorar as coisas, Renata chama Monique pra uma conversa onde a morena expos a quebra de confiança e blablabla e a Renata faz a cagada final: chama Jonas, pros 3 discutirem lindamente a relação. Pelamor, Renata tem o que, 12 anos? "A gente não sabia que ia ficar ontem, nera Jonas?". Sinceramente? Merecia três tabefes pra largar de ser égua. Quando Monique sai da conversa, ela ainda olha pro loiro e diz 'e a gente, fica como?". E ainda prosseguiu contando mil coisas, que se aproximou de outro cara pra esquecer ele e outras vergonhas alheias, sem Jonas perguntar absolutamente NADA. Tomou na cara quando ele disse 'podemos continuar ficando, mas nada de grude". Jonas, esquece. Renata é um chiclete ploc.

Por que estou contando tudo isso? Porque vejo na Renata alguém que eu ja fui um dia. Ok, com 15 anos, mas quem nunca? Quem nunca parou de fumar pra conquistar um cara? Ou brigou com a amiga por causa de alguém que jurava ser seu grande amor? Ou tomou porre chorando horrores e dizendo que era muito burra e ia esquecê-lo mas passava 24 horas por dia criando situações pra encontrar, ver, e quem sabe ficar com ele só mais uma vez?

É vergonhoso, eu sei. Mas todo mundo já foi Renata nessa vida.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eu que nunca fui a Nova York

Tenho dois contatos do face/twitter que estão em NY. A Barbie e a Sofia Coppola hipster. Não posso chamar de amigas, haja vista que Barbie estudou comigo no colegial e nunca trocamos confidências e Sofia Coppola eu nunca vi na vida - conheço de blog e por isso, tenho bem mais intimidade. Analise.

Ambas são jornalistas. Teríamos tudo para estar na mesa de um bar essa hora, trocando figurinhas sobre a profissão. Quer dizer, acho que Sofia Coppola não se daria bem com Barbie, e aliás, esse é o motivo verdadeiro desse post.

Barbie e Sofia estão em Nova York - olha que coincidência, no mesmo período. Dá pra ver a diferença cultural e intelectual gritante entre as duas, através do que tem postado na internet, em suas respectivas redes sociais. Pra começar, Barbie flopa minha timeline com fotos de tudo e todos: esquinas, bares, ruas, noite, dia, sapatos, cup cake, lojas, bebidas, amigos e até poses esquisitinhas ao lado de estátuas (?). Acho que até um floco de neve ela fotografou no seu (ui) iphone 4.

Sofia Coppola, por sua vez, com uma NY inteira pela frente pra explorar como se não houvesse amanhã, só perde tempo no twitter pra postar links pro seu blog - que aliás, sigo ha tempos. Seu texto é ótimo, o que nem espanta: Sofia é freela da Folha de São Paulo. O mais legal é seu estilo leve, mas não vazio, de escrever: cheio de referências e bom humor.

Pois bem, Sofia Coppola está fazendo uma cobertura da sua viagem a NY de um modo encantador. Barbie tem tentado fazer o mesmo, mas está mais preocupada em encher as redes sociais de foteeenhas sobre cada passo na city. Já Sofia é mais datalhistas, gosta de fotos em close, acha o belo e ao mesmo tempo inusitado em histórias sobre um povo, uma cultura - mas também é capaz de transformar uma tarde de compras em NY em uma experiência antropológica.

Vejam a diferença: Barbie e e Sofia estiveram no mesmo evento simultaneamente: a festa do Ano Novo Chinês em NY. Enquanto Barbie postava no face fotos de lá com caretas e legendas do tipo 'nooooossa, que bonecão grandão', Sofia Coppola explicava a importância da data nos Estados Unidos e trazia detalhes de um passeio no Museum of Chinese in America. Uma cobertura linda que me enriqueceu e, confesso, me encheu de inveja - porque se estivesse lá, era exatamente o que eu faria.

Por isso continuo amando Sofia.
E eu, que nunca saí do Brasil - e pelo visto ando sem muito o que fazer, temos de concordar - fico só por aqui falando das viagens alheias.