domingo, 4 de setembro de 2011

Você pinta como eu pinto???

- DE NOOOOOVO, LUAAAANA??

Isso foi minha irmã, estagnada porque eu tô pintando a unha pela 24º vez em, o que? Dois dias.

Não venham me julgar, ok. A culpa, de certa forma, é um pouqinho de todos vocês. Até bem pouco tempo atrás eu nem tinha unha. Róia todas, róia sem parar. Era uma mistura de ansiedade com tédio e aí eu fui ficando com dedos de alien até uma inocente aposta com o Maurício. Não sei dizer se foram só negócios em questão, sei que foi: minhas unhas tão grandinhas e agora eu posso pintaaaaaaaaaar.

Passado o período de reabilitação, agora eu tenho outra doença: sou, segundo as pessoas aqui de casa, a maníaca do esmalte. Pinto, pinto, pinto a unha sem parar. Pinto, abraço a acetona, tiro tudo, e pinto de novo. Procuro a perfeição, o traço uniforme, a camada certinha de esmalte na unha. Troquei, amigos, o hábito de roer pelo de pintar as unhas.

Sei que parece exagero, mas olha, não foram vocês que entraram na farmácia pra comprar um absrovente objetos de uso pessoal e se pegaram com a cestinha cheia de esmaltes, de todas as cores, marcas e estilos. Peguei alicate da turma da Mônica teen, gente, e só parei com essa loucura quando a maquininha de preço me disse que o spray secante de esmalte era QUINZE REAIS E NOVENTA CENTAVOS.

Ai ok, eu nao tinha esse dinheiro todo e o Mauricio me sugeriu um amigável empréstipo, que recusei, é claro, com o mínimo de sensatez que ainda me resta. Mas eu devia ter aceitado, sabia? 15 reais seria o mínimo para descarrego de culpa dele por esse meu transtorno. Vivia com papinho de que unha grande era lindo, sexy e tal, mas creio que nunca imaginou chegar ao ponto de me ligar pra sair no sábado a noite e ouvir um 'Não, não posso, tenho que pintar as unhas'. Nem tampouco passar meia hora do seu domingo comigo dentro de uma farmácia tentando decidir entre as cores pétala branca, leite de côco e docinho de côco, que pra ele eram completamente idênticas.

Dentro do carro, voltando da farmácia, ele arriscou um diagnóstico com um pouco de receio. Disse que eu era uma viciada em estado crítico, e que logo mais estarei morando na cracolândia, acompanhando os malas a procura de lata pra fumar pedra e eu tremendo, mordendo os lábios e com os olhos saltando para fora da caixa em busca dos novos lançamentos da Risqué. Morri com essa.

Não sou uma viciada, gente. Talvez, no máximo, esteja sofrendo de um leve transtorno obssessivo compulsivo, mas olha só, Roberto Carlos convive de boa com as loucurinhas dele. Acho completamente ok pintar as unhas 3 vezes por semana ou passar horas no blog Unha bonita aprendendo técnicas, ou ainda arrancar os cabelos tentando entender como é que aquela guria do face conseguiu fazer unha de jornal *-*. Isso aqui é uma arte, e como tal, é digna de qualquer overdose.

4 comentários:

  1. isso é maldição! e eu que quase nunca pinto as unhas mas fiz um kit *completo* de esmalte com tudo que se tem direito?

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  2. aliceeee, que milagre você por aqui!

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  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    VIU? Até vc foi pega pela doença. Agora vc é uma esmaltólatra rs

    Mas a gente que trabalha tanto, e mexe com coisas tão profundas as vezes, merece um passatempo fútil de vez em quando pra aliviar a alma rs

    bjo flor, amei seu post!

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