segunda-feira, 30 de maio de 2011

Angical e um pouco de história - de amor

Sábado fui para Angical, no interior do Piauí. Juntei as trouxas com Mauricio, compramos uma porção de revistas e porcarias para comer no carro e pegamos a estrada sem nenhum motivo ou causa específica - exceto pela incumbência de devolver dona Maria, avó materna do Maurício, para sua terra natal.

Angical é uma cidadezinha no centro-norte do Piauí, depois de São Pedro e antes de Amarante. Pequena e pacata, a maior atividade para se ocupar o tempo por lá – sobretudo para aqueles que desembarcam ao cair da noite – é contemplar o nada. Anyway, eu adoro explorar lugares novos, sejam eles pequenos ou grandes, populares ou não.

Fomos, eu e Maurício, procurar algo para jantar por volta das oito horas. O local mais badalado naquele sábado – e acho que em todos os dias – era a praça do mercado central, onde famílias comiam arrumadinhos, cachorros cercavam as mesas com ar de pidões e feirantes dormiam em redes improvisadas próximo as barracas do domingo que se aproximava.

Após a boquinha – bem farta, por sinal. Um senhor simpático nos serviu 700 gramas de picanha e coração bovino pela bagatela de 18 reais. Em Teresina, meio kg de uma picanha magrinha, coitada, é no mínimo 20 reais – resolvemos badalar pela praça central de Angical city para conhecer os nativos e ver se, por ventura, a noite angicalense nos seria sedutora. Naquela noite, a grande atração era a banda Raio Laser e o Pop Som – o som que a galera consagrou. A consagração era por conta da mensagem grafada no caminhão do grupo. A festa acontecia no clube Dois Coqueiros, que na verdade, só tinha um.

Voltamos pra casa abatidos, desencantados da vida, mas não perdemos o passeio. Foi na volta pra casa dos avós do Pokes que fizemos esses registros da criatividade angicalense na hora de dar nomes a seus pontos comerciais. Reparem.





No dia seguinte, antes do almoço, obriguei o Maurício a puxar papo com o vô Gonçalo - um simpático senhor de uns 70 anos, durão, que acorda cedo, limpa a casa, bota milho pras galinhas e vai pra roça de moto, qtau. Investiguei sobre a história do casamento dele com dona Maria, pois, havia boatos, tinha sido as escondidas.
(Abre parêntese)

Gonçalo nasceu em um povoado chamado Retiro, que hoje integra o município de Santo Antônio dos Milagres. Já dona Maria, veio de cachoeira, região ali mesmo por Angical. Eles se conheceram no auge dos 20 anos de idade, nos embalos do já extinto Angical Clube, o clube dos ricos, segundo seu Gonçalo. Para entrar na festa, aliás, era preciso usar um paletó e esperar ansiosamente 360 dias - a festa era anual e o paletó Gonçalo conseguia sempre emprestado dos amigos.

Ele lembra que ia ao clube a cavalo e que na época namorava uma moça chamada Zefinha. "Eu dançava com ela na festa, mas já de olho na Maria", gaba-se o garanhão. A família de Maria não aceitou o romance assim tão fácil. Pelo simples fato de, imagine só, Gonçalo ser filho de "mãe solteira". Ok, estamos falando de 50 anos atrás.

Para a história ficar ainda mais interessante, o jovem Gonçalo era praticamente prometido de uma das primas que, como o próprio conta, "tinha uma cegueira" por ele. "Ela ficava sondando a minha casa atrás de informações se nós estávamos namorando", relembra Maria.

O jeito foi dona Maria (fugida) casar com Gonçalo escondida e se refugiar na casa do pai dele. Com a promessa de casa, comida, roupa lavada e um quintal com galinhas, a moça se derreteu, e o resultado foram 5 filhos e uma dezena de netos para autografar o muro da fama da família Soares.



Dona Maria é só charme posando ao lado do momumento histórico-familiar, hein ;)

(Fecha parêntese)

Fomos visitar a histórica Amarante, ha uns 15 minutinhos de Angical logo após o almoço com frango assado, batidinho e saladinha fresca. Casarões da época da colonização portuguesa e o velho Parnaíba a abraçar a cidade: um belo cenário para terminar a tarde de domingo.


Fotos: Maurício Soares

segunda-feira, 16 de maio de 2011

If I was a it girl...



Ok, andei sumida. Mas nada que o esquema Piauí Fashion Week - doença - Detran não expliquem.

Voltei pra dizer que depois da exausta - porém interessante - cobertura do PFW eu fiquei meio, digamos, fashionista. Até resolvi fazer esse post falando das minhas novas aquisições em termos de maquiagem. Sim, isso mesmo. Sou It girl. Briiiiiiinks.

Confesso que nunca fui tão vaiodosa assim, mas de uns tempos pra cá as vitrines do Boticário tem me saído tão atraentes. Soube dos novos produtos Mate Intense pelos blogs de menininhas - quem nunca se pegou fuçando ou curiando mesmo que por acaso um tutorial de maquiagem na internet que atire a primeira pedra. Fiquei tão fascinada com as cores e a textura suave e aveludada que contei os dias pra que os produtos chegassem as lojas.

Comprei o batom rosa cor de boca rosado (131), o rosa chiclete (231) e o vermelho fechado (330). Esse último, ainda não usei. Dispensa olho carregado, e é 'qualquer coisa de absurdo... se joga no bocão!', nas palavras de Sadi Consati, criador da coleção. Das novas opções de blush trouxe pra casa o rosa boneca, já que o pêssego era muito parecido com um que eu já tenho.

Enfim, era só isso. Os preços tão acessíveis e ainda tem a promoção de comprar 3 ítens Intense e ganhar de brinde um lápis de olho preto, que na verdade eu ja tinha e é ótimo.

E não, não vou postar Look do dia amanhã, beijos. Na verdade, eu ando meio labrocheira esses tempos (eu AMO essa palavra), preguiça total de comprar roupa. Mas, se é pra andar rota, vamos pelo menos manter a cara de saudável com bochecha de boneca e lábio rosado, né miagente.