sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sítio do Bosco - a maravilha de acampar na serra

Há uma semana, eu e meu namorado estávamos no pa-ra-í-so.

Sem pensar muito, arrumamos as malas, compramos porcarias práticas pra comer e uma barraca de camping. Isso mesmo.

O destino escolhido foi Tianguá, no Ceará. Cidade que eu só conhecia por suas rapaduras, batidas, mel, cachaças, alfinis, doces, bolinhos e outras iguarias vendidas naquela rodoviária friiiia. Mas, a poucos km dali existe um recanto frio, verde e sossegado. Essa é a descrição no site do Sítio do Bosco.



Porém, para nós, mais do que sossego e frio, essa viagem do feriado representava muitas outras coisas. Nossa primeira viagem a sós, nosso primeiro acampamento e nossa primeira Páscoa juntos. Precisa dizer por que foi tão especial?

Mesmo sendo mochileiros de primeira viagem, acho que no fim das contas eu e Maurício nos saímos muito bem. Nossa barraca foi a única que não molhou durante as chuvas, não perdemos nenhum pertence e chegamos ilesos e vivos - até mesmo depois de voar de parapente e ficar a 800m do chão.



Despreparados, esquecemos de levar apenas alguns ítens importantíssimos para a vida no campo: baralho, dama, dominó, violão e cachaça. A saída foi nos juntarmos a rodinhas de seresta que se formavam ao cair da noite, ou passar horas jogando batalha naval até o sono chegar. Mas, pra quem teme acampar por achar que é um tédio só quando cai a noite, a dica é: levem a barraca e descubram coisas maravilhosas para se fazer nela. Risos.

No domingo, nosso último dia de piquenique, banho gelado, balanço e horas dedicadas a comtemplar nuvens se formando no céu, era Páscoa. Maurício me acordou com meu ovo de páscoa lindo, aquele Chocolover da Nestlé, que vinha no baldinho. Dentro do pacote, um bilhetinho de fazer chorar de romântico.



Ficamos amigos do Bosco, da tia Cila (dona de uma carne de sol com macaxeira di-vi-nas), do Ezequiel (o garçom mais pertubadinho de todos os tempos), do papagaio tagarela e da Laica, cadela labradora mascote do sítio. Foram dias de descanso, amor e amizade.


Manual de sobrevivência em camping


Para quem pretende se aventurar e acampar pela primeira vez como nós, aqui vão minhas dicas - a maioria delas baseadas em meus próprios vacilos como escoteira inexperiente.



- Leve pouca bagagem, roupas de cores e combinações básicas, biquini, um tênis e chinelo para banho e cachoeira. Se for pra serra ou lugar frio, como nós, casaco e meias são indispensáveis. Se for fazer trilha, rappel ou voar de parapente, a calça é peça aconselhável. Eu não levei, tive a sorte de voar com um instrutor que pousava bem e meus joelhos voltaram intactos.

- Lanchinhos como biscoito, batatinha e cup noodles também são uma boa, porque nunca se sabe quando vai bater aquela fome e os restaurantes vão estar fechados.

- Cantil com água também é uma boa, se você for como eu, e teme morrer de sede no meio da madrugada.

- Repelente e protetor solar foram dois ítens que levei e não usei. Não se engane com o campo: o sol, mesmo atrás das nuvens, queima. Meu nariz tá bem aqui pra provar isso.

- Papel higiênico. Sempre. Não vou dizer por que, né.

- Abra mão de produtos como maquiagem, secador, chapinha e acessórios como bolsas, pulseiras, relógios. Mesmo que você seja patricinha assumida, alô-ou, é campo, vai desfilar pra quem, querida?! Deixe-se ao natural para não ficar tão desconexa com a paisagem #ficadica

- Por último, e não menos importante, respeite as regras do camping e pratique a política da boa vizinhança. Não jogue lixo no chão, nem fale alto ou escute suas músicas preferidas em som ou celular na área das barracas. É feio e chato, gente. Se bem que, no primeiro dia, eu e Maurício acordamos com um cara ouvindo Jorge Ben nas alturas. Agradecemos por nosso vozinho ter bom gosto. Foi lindo.

P.s: todas as fotos que ilustram esse post são do meu amor, Maurício Pokemon, originais de máquinas analógicas Canon, Holga, Yashica e Action Sampler.

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