segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

E essa parte é felicidade

Ha pouco mais de uma semana aconteceu algo fantástico. Eu, que já estava colaborando pra coluna do Diego no jornal, fui chamada pelo editor-chefe em sua sala e convidada pra fazer um "teste" no fim de semana pra pular do portal pro jornal. Meu ex-chefinho já tinha me indicado, mas achei que não seria pra agora, porque sinceramente, nunca me acho realmente pronta. Topei o desafio, e, quando estava saindo do expediente no portal encontrei com o editor-chefe novamente, entrando no seu carro. Sorrindo e convincentemente impressionado, ele elogiou muito o meu texto pra "De Boa" e disse um simpático "até amanhã". Foi o dia mais feliz da minha vida.

Aí passa sábado, passa domingo, e até pauta política eu enfrentei. Na segunda-feira, lá estava eu, no meu primeiro dia como repórter de cidade do Jornal O Dia. Mais uma matéria pra De Boa no sábado, e mais uma vez o Mussoline me chama na sala dele. Fico tensa toda vez, não dá pra evitar. E, em meio a tanta tensão, ele me pergunta se o Diego tinha mexido ou mudado o meu texto. Com a minha negação, ele rir meio sério (que é uma expressão meio difícil de fazer, mas quem conhece sabe que é a especialidade do Mussoline), e diz: "Muito bom, muito bom mesmo. Esse começo, nossa, maravilhoso". E eu penso "bom, pelo menos meu novo chefe ler minhas matérias".

Até hoje fico pensando que a qualquer momento o Mussoline vai me chamar na sala dele, me mostrar uma grande e enorme cagada que qualquer um imaginaria impossível de acontecer, vai me demitir e eu vou sair de lá chorando muito. Mas por enquanto, tô curtindo. Todo dia eu aprendo uma coisa nova. Embora elogie, o Mussoline sempre vai mudando uma coisa aqui outra aculá. A maioria erros de revisão, outros, falta de foco, pura herança de portal.

E eu tô feliz. Feliz de um jeito que me preocupa. De repente eu estou fazendo o que sempre quis fazer, onde sempre quis estar. Eu me lembro, no meu primeiro ou segundo período da faculdade, eu indo visitar a redação do jornal O Dia com a minha turma e imaginando "poxa vida, será que um dia eu vou tá aqui?". E lá estou eu agora, com a minha mesinha, meu computador, minhas pautas e minha alegria. E eu tô atingindo meus objetivos muito cedo, então tenho que procurar mais coisa pra querer porque do contrário isso vai começar a perder a graça. Digo, não que eu seja uma pessoa acomodada e quero isso aqui pra sempre. Mas por enquanto, quero só uma cerveja com os amigos pra comemorar a nova fase, nada mais.

E pra quem é da turma do "eu já sabia", meu muito obrigada por todo incentivo e apoio. É por medo de decepcionar vocês que eu não vou desistir. E pra quem não acreditava que a menininha de cabelos vermelhos chegaria lá, a palavra é: reconhecimento.