segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Morre Alberto Silva - Um post sobre outra coisa

Hoje morreu Alberto Silva, grande líder político do Piauí. É, tô sabendo, mas o post aqui não é sobre isso não.

Se hoje foi um dia de luto para os piauienses, pra mim foi - e tem sido, pois embora já passe de 23h, ainda tenho muito o que produzir - um dia altamente inspirador. E resolvi por bem compartilhar algumas das experiências que vivi hoje.

Bom, vale lembrar que, desde que ingressei - ainda totalmente verde - na prática do jornlismo, a coisa que eu mais tinha medo, superando até o medo do desemprego ou de baixos salários, era fazer matéria política. Me-do, de verdade. Primeiro por achar que o texto de política exige vasto conhecimento sobre o assunto. Segundo por ter certeza de que eu nem de longe era a repórter com toda essa bagagem.

Por sorte ou ironia do destino, ingressei no campo em época de eleições. Acompanhei tudo, bem de perto, mas sempre sem muito aprofundamento. Depois, com mais um pouco de tempo na área, decido trocar algumas horas de trabalho com uma colega do turno manhã e zaz, o que acontece? Um fato histórico como esse. A morte do mito. A repercussão da notícia. A lembrança da história de vida, os grandes feitos, a tragetória.

Mas, que lembranças são essas se eu nem era viva ainda quando o ex-governador começou sua carreira política? Pois bem, mal eu estava tentando resolver essa questão, jogando tudo no Google pra preparar um especial sobre a vida de Alberto Silva, quando meu chefe me manda para o PMDB, pegar mais informações. Eu? Mas o que foi que eu te fiz, Hermes?

Não tive tempo pra pensar, não tive tempo pra ter medo. Peguei carona nos repórteres mais experientes do Jornal, e dei minha cara a tapa. Mas, o momento mais construtivo dessa experiência, nem foi entrevistar secretários ou correligionários do deputado (e essa palavara eu também aprendi hoje, beijos), mas sim o caminho de ida até a sede do partido, dentro do carro do Jornal.

Descobri que gostar ou não de política, é uma questão apenas de conhecer o assunto. E pra isso, não tem outra maneira: é começar, realmente. Uma vez dentro do tema, você começa a entender, relacionar, escrever, produzir, tirar conclusões. Não tem muito segredo. Exige a mesma responsabilidade e capacidade que qualquer outra editoria. Talvez um pouco mais de conhecimento histórico, mas nada muito assim de sete cabeças. E eu entendi que, só existem dois motivos pelos quais você pode começar a se interessar por política. O primeiro seria prazer, afinidade. O segundo, e agora também meu motivo, é obrigação. Mas um não anula o outro, óbvio.

O certo é que eu fui, desenrolei, descompliquei, e me sinto agora aqui nesse fim de noite, uma pessoa maior, com mais um desafio enfrentado. E me sinto pronta e capaz pra continuar. Que venham os próximos.

Mas que fique claro que eu ainda continuo preferindo fazer polícia, cidades, cultura... viu chefinho? :D

P.S: Obriga Hermes, Mayara e sr. Assis. Pessoas capazaes de passar adiante um pouco de suas experiências. Acho belo.

domingo, 27 de setembro de 2009

Rock'n Roll e Iê iê iê

"ps: Já tinha terminado de escrever este release quando soube que Erasmo Carlos está lançando um disco novo, chamado "Rock'n Roll" (como o de John Lennon, que eu cito no texto). Achei uma coincidência simbolicamente interessante o fato dele, que começou sua carreira nos anos 60, dentro do que chamavam de iê iê iê, lançar esse disco na mesma época em que eu, que comecei nos 80, dentro do que chamavam de rock, esteja lançando meu IÊ IÊ IÊ."

Arnaldo Antunes
maio de 2009

Só pra dizer que eu super recomendo os dois discos, muito bons, de longe as melhores coisas já lançadas esse ano e dizer que pensei exatamente a mesma coisa que Arnaldo, quando soube do lançamento de seu mais novo trabalho. Bela coincidência simbolicamene interessante e ótima de se apreciar.

Vamos parar de ouvir o Dj Portugal e a banda Djavu e achar que isso é o máximo da capacidade humana de se produzir música, minha gente.