segunda-feira, 29 de junho de 2009

Playlist do momento

Redescobrindo 'Amor e Pastel' - Mula Manca & A Fabulosa Figura.

'Loteria', nada mais.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sobre acreditar nas pessoas, sobre acreditar em si

Outro dia, já na última semana de aula do semetre, indo eu de ônibus pro ceut, comecei a pensar em quantas vezes sabe-se lá a cena já tinha se repetido. Eu ali, dentro de um ônibus, em direção a um lugar, correndo atrás de conhecimento, e mais e mais conhecimento. Antes, pra poder fazer uma leitura do mundo, depois pra passar no vestibular, e agora não mais do que para conseguir uma formação superior que já nem vai valer mesmo de tanta coisa.

Aí eu lembrei de todas as vezes em que madruguei para ir pra escola. Quando meus pais se separaram, e minha mãe não sabia dirigir, não teve outra: tivemos que aprender todas as linhas de ônibus que passavam pelo nosso apartamento. E acho que nem mesmo a minha mãe já tinha pego um ônibus um dia. Mas enfim, íamos nós duas lá naquela superlotação até chegar próximo ao meu colégio que ficava ainda a 7 quarteirões do trabalho da minha mãe. Mas ela, entretanto sempre saltava do ônibus ali comigo naquele ponto, pra me acompanhar até a escola, porque tinha medo que eu atravessasse a avenida sozinha.

Aconteceu que começamos a encontrar dentro daquele ônibus sempre nos mesmo horário, uma das professoras da escola em que eu estudava, que nem era a da minha turma, mas nos indentificávamos pela farda. Ai conversa vai, conversa vem, ela se oferecia todas as manhãs pra me acompanhar até o colégio, evitando assim aquela caminhada matinal de minha mãe. E então um simples ato que nem custava mesmo tanto esforço deve ter causado um alívio enorme pra minha mãe, que passou a saltar do ônibus só quase 10 quarteirões à frente.

No caminho para a escola eu e a professora conversávamos sobre os mais diversos assuntos. Geralmente interesses, família, convívio, e desempenho escolar. Não sei porque motivo ela depositava tanta confiança em mim. Talvez acreditasse um dia que aquela caminhada me acompanhando à escola era, sabe-se lá porque, uma espécie de investimento. Ou talvez, nem fizesse idéia de que um dia eu viraria gente de verdade, e tentava apenas poupar o trabalho de uma senhora no ônibus. - E minha mãe nem era uma senhooora, na verdade -.

Pois bem. Esse meu trabalho final do período de rádio da faculdade, quero dedicar de já as pessoas que, por algum motivo ou sem motivo algum acreditaram em mim um dia e ajudaram da maneira que encontraram. Fosse indo comigo as entrevistas, emprestando algum material, pagando uma cerveja pela espera, mandando links de material pra pesquisa, fornecendo números para contatos, dando idéia e sugestões, conversando horas no telefones sobre o procedimento das entrevistas e o tema escolhido, mandando msg no meio da madrugada e dizendo que "tudo ia dar certo", tirando dúvidas na sala de aula e dizendo que cobrava mais caro por aula particular, se oferecendo pra fazer a locução, ou simplesmente - há uns 10 anos atrás - se oferecendo pra me acompanhar até a escola. E é claro, a minha mãe também, que adquiriu alguns bons calos nos pés pela longa caminhada.

Agradeço também à disposição do Américo - professor de rádio - em responder meus emails e tentar com muita paciência me mostrar que é muito difícil distinguir temperamento forte com arrogância e que orgulho ferido não leva a muita coisa não. Pode não parecer, mas levo muito a sério os conselhos dele como mestre, embora na maioria das vezes eu não consiga seguir. Fico grata também pelas pessoas que me fizeram raiva e me chatearam até o último minuto. Isso me trouxe novas experiências, me testanto e provando a minha capacidade de construir algo sozinha.

E além dos agradecimentos, deixo aqui também um enorme parabéns as outras pessoas da minha turma, que conseguiram superar as dificuldades e os atritos e levar a produção de seus docs. em diante, produzindo alguns materiais realmente bons e tendo a capacidade de ouvir, elogiar, criticar e sobretudo respeitar o trabalho dos colegas. Porque eu acho que isso é característica dos formadores de opinião que futuramente seremos, quer queira ou não queira o STF. Àqueles que por algum minuto tiveram a miudez de enfrentar aquilo como nada mais que um trabalho qualquer pra pular pro próximo período do curso, eu só sinceramente lamento. Porque a mediocridade humana chega a me espantar. Você pode negar que tenham pessoas mais capazes que você durante o período de faculdade, mas o mundo real é lá fora, e aí, meu amigo, não vai dar mais pra enganar a si mesmo.

E eu tirei a nota máxima por que sou melhor que alguém ali? Absolutamente não. Mas talvez eu tenha mais interesse em fazer bem as coisas que levarão meu nome, minha assinatura, minha marca. E talvez também, quem sabe, aquela professora já tivesse percebido isso em mim naquele tempo, no caminho pra escola.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cozinheiro é a #$5@&**#$

Hoje levei um banho de água fria. Daquela bem fria mesmo, congelante, que mamãe me enfiava embaixo quando eu acordava cedo pra ir pro colégio.

Estava eu tirando todas as minhas dúvidas com o professor de rádio às vésperas de finalizar meu documentário (tchan tchan tchan tchan, vem aí, mais uma super produção!), quando a gente ver na tv do laboratório a notícia: STF decide que diploma de jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão.

Ficou aquele silêncio por alguns instantes na sala. Eu senti de repente tudo aquilo que vivi durante esses três anos e pouco de faculdade fazendo parte de um passado distante que não vai me servir pra mais nada que não seja motivo de piada: "olha gente, eu consegui um diploma pra botar embaixo da cama".

E o silêncio cotinuou. Um olhou pra cara do outro, e eu resolvi arriscar:
- Me senti ofendida.
- E eu me senti desempregado! - rebateu meu professor.

O certo é que é muito fácil neguim vim falar de direito a liberdade de expressão quando não é o dele que tá na reta. Trazendo essa decisão pra relidade em que vivemos aqui, a coisa agora ficou foi fedeeeeendo, meus amigos. Trabalhamos muito, ganhamos vergonhosamente pouco e concorremos com gente da pior raça: jornalistas. Se já tá ruim arrumar emprego com formação, imagine quando o seu Severino, o quebra-galho, tiver um blog na internet e conseguir ocupar as poucas vagas da área de comunicação nessa bosta de cidade. E o que é que eu vou fazer da minha vida, se qualquer um agora vai poder chegar e fazer com domínio aquilo que eu levei anos e anos pra aprender? E, num aspecto mais amplo, o que é que vai ser da humanidade, minha gente? Onde é que a gente vai parar quando qualquer post idiota como esse, cheio de palavrões e chavões for considerado "jornalismo"? Não, eu não quero estar aqui pra ver isso. Adeus, vou subir no meu ego e me jogar.

Putz, que fosse a favor da não obrigatoriedade, tudo bem, agora comparar com a profissão de cozinheiro é fodaaaaaaaaaa, viu. "Ah, mas não precisa ficar irritadinho nem fechar as faculdades, o curso vai continuar existindo nos moldes dos cursos de culinária (an?), moda ou custura (oO) nos quais o diploma não é requisito básico..."

Putaquepariu, mermão! Pois eu vou fazer cuzcuz ali que é mais negócio, pelo visto.
É por isso, aliás, que eu fui a favor da campanha do desarmamento, porque se eu tivesse um revólver essa hora aqui em casa...

Oooow meu deeeus, por que não dei ouvidos ao meu pai ;~~~~~

Tchau, fui fazer direito e ser mais um desses advogados de merda que mudam só os nomes e as causas nos documentos pré-prontos no word ;]

sábado, 13 de junho de 2009

Mãe, o que é joãozinho?


Eu tinha que postar esse vídeo aqui, depois de passar vááários dias em uma pesquisa aprofundada sobre o que seria o "joãozinho" da música da Vanessa da Mata.

Na gravação do Multishow, ela fala que fez essa música pra uma tia que tem o cabelo como o dela, mas não gosta. Eu sempre gostei dessa música, mas pensava que nada mais era que a brincadeira com as palavras, bem ao estilo de Vanessa. Eu acho, aliás, "Joãozinho" (digo, a música) a minha cara, porque todo mundo se espanta quando eu digo que gosto dos meus cachos. Lógico que eu não sou assim uma Vanessa da Mata, nééé. Mas mesmo assim apoio o movimento abaixo a ditadura do cabelo liso!

E, a propósito, "joãozinho" é bob. Hahaha, depois de pesquisar na internet, na barsa, no dicionário(?), e no diabo a quatro, além de perguntar pra todas as pessoas ao meu redor, eu descobri que "joãozinho" nada mais é que o velho conhecido bob, do jeito como é chamado no Mato Grosso, terra de Vanessa. E outra coisa que eu também não sabia era que bob ou joãozinho serve também pra alisar o cabelo... incrível.

Mas mais incrível mesmo é a tia da Venessa usar joãozinho em meio a chapinhas vendidas a preço de banana hoje em dia, não é mesmo minha gente?

EU QUEROOOOO ESSE DVDDDDDDD!!!

Um programinha normal


Hoje eu fui ao cinema e vi "A mulher invisível". Em meio a correria dessa semana, eu me permiti uma folga hoje após encerrar a última (aeaeeeae!) entrevista para o meu documentário.

Mas sim, o filme é ótimo. E mesmo com a linda e insuportável Luana Piovanni (sim, eu acho), quem rouba mesmo a cena é a Fernanda Torres, que aparece gravidinha e divertidissima. Juro que vi ali na telona a Vani com 35 anos, esperando um filho do Rui, hahaha. Entretanto, mesmo não gostando da Luana e todas as polêmicas idiotas em que se envolve, devo admitir que ela está ótima no filme. Ainda bem que ela disse adorar fazer cinema, porque, segundo disseram, "Pássaro da Noite" é ruim. E, eu já tava mesmo com saudade de vê-la atuando.

E, lóoooogico, Selton Melo está divino, bárbaro, engrassadissimo como sempre. E, embora estejam dizendo por aí, ele não tem mais nada de Chicó, pelamor. Consegue levar todo mundo a gargalhada sem recorrer a nenhuma característica batida de personagens passados em seriados como Os Normais e O Sistema. Rachei de rir, recomendo.

Pra fechar, a trilha usa e abusa de Janis Joplin e uma música que sempre tá tocando quando eu chego no Mercearia, haeuihaue.

Depois a gente (eu e Nonas), fomos comprar churrus, e saimos correndo, desviando das 2047035902568640372 milhões de pessoas que frequentam o shopping em Teresina no sábado a noite, af.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Por enquanto

A ex-chefe mais amiga do mundo fez um post só sobre mim no blog dela.

Vamos conferir, né minha gente!


;]

Volto quem sabe um dia

Juro que se eu sair dessa semana viva, com condições físicas e mentais de ainda produzir alguma coisa, eu volto a atualizar isso aqui.

sábado, 6 de junho de 2009

Que é bom desconfiar dos bons elementos

A procura de coisas novas pra ouvir, achei um EP aqui da Céu, jogado as traças praticamente. Bom, não sei nem onde baixa, já que tem tanto tempo que baixei e no atropelo do dia-a-dia tinha esquecido de ouvir. Mas são 4 músicas lindinhas, com destaque pra "Sonâmbulo" (ragga).

Fik dik.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dia de cão

E aí você vai lá nos seus depoimentos do orkut e sai clicando em APAGAR justamente naqueles e aquilo lhe é quase tão satisfatório e saciável para seu instinto vingativo como uma voadora seguida de dois murros nos dois olhos do indivíduo.


No fundo eu sabia que não chegaria a um ano.