sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

E se a dor é de saudade...

Hoje troquei a Bohemia gelada com os amigos por me sentir estranha. Em outras ocasiões, a estranhice seria só mais um motivo pra ir pro bar, mas não hoje, só hoje. Um tempo comigo e com as minhas lembranças não vai fazer mal algum. Sem olhar fotos, ou ouvir músicas saudosistas, consegui pensar em coisas e tempos que me enchem o peito de orgulho e saudade de ter vivido. É estranho pensar que aquilo tudo passou e que eu nem tive a oportunidade de dizer que queria continuar naquele momento - pra sempre.

Senti saudade de ir cantando no carro durante a viagem porque aquilo tudo merecia uma trilha sonora. De comer biscoito com gosto esquisito e viciante, e tomar café na beira da estrada, na barraca daquela senhora simpática que deixou a gente usar o banheiro cheio de sapos no fundo da casa. Senti saudade do vento batendo no meu rosto enquanto alguém comentava em como era diferente o tempo naquele lugar. Senti saudade daquele chocolate quente com canela, que é uma coisa horrível, mas que naquela hora parecia tão agradável ao meu paladar. A água gelada da cachoeira e a aventura de mergulhar no desconhecido, tudo por uma avetura que eu sabia, iria acabar. O frio. Senti saudade do frio. Não porque agora tá quente e não há previsão do tempo melhorar, mas porque o frio era motivo pra tantos abraços e beijos que faziam a noite durar.

Saudade estranha daquela música que eu nem conheço, mas que a gente pulava a faixa correndo antes que alguém pedisse pra deixar tocar. E de todas as outras noites em que fazíamos de tudo pro sol não aparecer e acabar com a festa. Senti saudade também do tempo que brigavam com a gente no trabalho porque eram tantas gargalhadas gostosas que incomodavam os que não tinham entendido ainda o sentido da verdadeira amizade. Da cantoria e dos apelidos no ônibus e do café da manhã na casa dos padres com aquelas pêtas deliciosas que foram discretamente surrupiadas. Da volta pra casa, do conforto do lar.

E acabou. Porque tudo que é bom acaba, dizem. E eu só fiquei com essas lembranças que embora pequenas, estrapolam os limites de uma fotografia qualquer e encharca tudo ao redor. Lágrimas, não sei se de dor, ou de saudade. Mas a saudade é de matar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

BUM!

Era um amor que começou pequenininho.
Depois foi crescendo, crescendo, crescendo...
Acabou que ficou um amor tão grande, tão grande, mas tão grande, que explodiu. E eles ficaram ali, olhando um para o outro, com os restos do amor no chão. E cada um foi para um lado, soprando os pedacinhos que sobraram para ver se nascia, pelo menos, um amorzinho novo.


.andré gonçalves. - 'Coisas de amor largadas na noite'

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nada mais me lembro

Só tenho 4 rápidas coisas a dizer hoje:

1)II Semana de Comunicação do Ceut tá bombando.
2)Namoro é um enorme exercício de paciência.
3)Nunca mais, em hipótese alguma, eu compro algo pela internet.
4)A Arlinda chega amanhãããããã!!!

beijos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Morre Alberto Silva - Um post sobre outra coisa

Hoje morreu Alberto Silva, grande líder político do Piauí. É, tô sabendo, mas o post aqui não é sobre isso não.

Se hoje foi um dia de luto para os piauienses, pra mim foi - e tem sido, pois embora já passe de 23h, ainda tenho muito o que produzir - um dia altamente inspirador. E resolvi por bem compartilhar algumas das experiências que vivi hoje.

Bom, vale lembrar que, desde que ingressei - ainda totalmente verde - na prática do jornlismo, a coisa que eu mais tinha medo, superando até o medo do desemprego ou de baixos salários, era fazer matéria política. Me-do, de verdade. Primeiro por achar que o texto de política exige vasto conhecimento sobre o assunto. Segundo por ter certeza de que eu nem de longe era a repórter com toda essa bagagem.

Por sorte ou ironia do destino, ingressei no campo em época de eleições. Acompanhei tudo, bem de perto, mas sempre sem muito aprofundamento. Depois, com mais um pouco de tempo na área, decido trocar algumas horas de trabalho com uma colega do turno manhã e zaz, o que acontece? Um fato histórico como esse. A morte do mito. A repercussão da notícia. A lembrança da história de vida, os grandes feitos, a tragetória.

Mas, que lembranças são essas se eu nem era viva ainda quando o ex-governador começou sua carreira política? Pois bem, mal eu estava tentando resolver essa questão, jogando tudo no Google pra preparar um especial sobre a vida de Alberto Silva, quando meu chefe me manda para o PMDB, pegar mais informações. Eu? Mas o que foi que eu te fiz, Hermes?

Não tive tempo pra pensar, não tive tempo pra ter medo. Peguei carona nos repórteres mais experientes do Jornal, e dei minha cara a tapa. Mas, o momento mais construtivo dessa experiência, nem foi entrevistar secretários ou correligionários do deputado (e essa palavara eu também aprendi hoje, beijos), mas sim o caminho de ida até a sede do partido, dentro do carro do Jornal.

Descobri que gostar ou não de política, é uma questão apenas de conhecer o assunto. E pra isso, não tem outra maneira: é começar, realmente. Uma vez dentro do tema, você começa a entender, relacionar, escrever, produzir, tirar conclusões. Não tem muito segredo. Exige a mesma responsabilidade e capacidade que qualquer outra editoria. Talvez um pouco mais de conhecimento histórico, mas nada muito assim de sete cabeças. E eu entendi que, só existem dois motivos pelos quais você pode começar a se interessar por política. O primeiro seria prazer, afinidade. O segundo, e agora também meu motivo, é obrigação. Mas um não anula o outro, óbvio.

O certo é que eu fui, desenrolei, descompliquei, e me sinto agora aqui nesse fim de noite, uma pessoa maior, com mais um desafio enfrentado. E me sinto pronta e capaz pra continuar. Que venham os próximos.

Mas que fique claro que eu ainda continuo preferindo fazer polícia, cidades, cultura... viu chefinho? :D

P.S: Obriga Hermes, Mayara e sr. Assis. Pessoas capazaes de passar adiante um pouco de suas experiências. Acho belo.

domingo, 27 de setembro de 2009

Rock'n Roll e Iê iê iê

"ps: Já tinha terminado de escrever este release quando soube que Erasmo Carlos está lançando um disco novo, chamado "Rock'n Roll" (como o de John Lennon, que eu cito no texto). Achei uma coincidência simbolicamente interessante o fato dele, que começou sua carreira nos anos 60, dentro do que chamavam de iê iê iê, lançar esse disco na mesma época em que eu, que comecei nos 80, dentro do que chamavam de rock, esteja lançando meu IÊ IÊ IÊ."

Arnaldo Antunes
maio de 2009

Só pra dizer que eu super recomendo os dois discos, muito bons, de longe as melhores coisas já lançadas esse ano e dizer que pensei exatamente a mesma coisa que Arnaldo, quando soube do lançamento de seu mais novo trabalho. Bela coincidência simbolicamene interessante e ótima de se apreciar.

Vamos parar de ouvir o Dj Portugal e a banda Djavu e achar que isso é o máximo da capacidade humana de se produzir música, minha gente.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A vida é cheia de som e fúria


Elen - Sabe que eu penso nisso todo dia? Desistir. Aí chega de dor de barriga no dia da estreia. Chega de ter pesadelo a noite inteira achando que eu vou esquecer o texto da peça. Chega de ensaio até de madrugada. Chega de críticas horrorosas falando mal de mim e eu tendo que explicar pra minha mãe. Eu penso, penso nisso toda hora.
Dante - Mas você não parou! Porque? Não tô te incentivando, tá...
Elen - Porque eu não sei fazer outra coisa. Se eu parar de fazer teatro eu vou morrer de fome.
Dante - Bonito isso.. fazer teatro pra não morrer de fome.
Elen - É bonito mesmo, eu acho. Eu gosto quando a peça é boa, a plateia ta gostando, ta prestando atenção. Ah.. é bonito.
Dante - E você gosta das críticas boas, dos fãs boqueabertos.
Elen - Gosto, gosto. Eu gosto que as pessoas as vezes gostem de mim. Eu sou vaidosa. Mas, de vez em quando eu fico pensando como é que seria minha vida se eu soubesse fazer pãezinhos e bolinhos.
Dante - Ah, você seria a prima-dona da padaria. O português ia ficar desesperado, porque você ia chegar atrasada todos os dias. E todos lá iam te odiar porque você ia ser chata, mesquinha... mas teriam filas quilométricas de gente esperando pra comer seus pãezinhos deliciosos.
Elen - Você é muito bonitinho quando não tá maluco.

(obs: a foto da cena original não era essa, mas enfim...)

domingo, 26 de julho de 2009

Acabou

Pois é, acabou ;~
Não, não as férias. Som e Fúria ;~~~~

Enfim, o cara aqui disse tudo que eu gostaria de dizer e um pouco mais: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u599925.shtml

sábado, 25 de julho de 2009

O Sol e a Lua


o sol pediu a lua em casamento
disse que já a amava há muito tempo

desde a época dos dinossauros
os piterodáctilos os tiranossauros

quando nem existia a bicicleta
nem o velotrol nem a motocicleta

mas a lua achou aquilo tão estranho
uma bola quente que nem toma banho!

imagine só! tenha dó!
pois meu coração não pertence a ninguém
sou a inspiração de todos os casais

dos grandes poetas aos mais normais
sai pra lá rapaz!

o sol pediu a lua em casamento
e a lua disse não sei, não sei, não sei
me dá um tempo

(e 24 horas depois o sol nasceu a lua se pôs e...)

o sol pediu a lua em casamento
e a lua disse não sei, não sei, não sei
me dá um tempo

e o sol congelou seu coração

(mas o astro rei com todos os seus planetas, cometas, asteróides, terra, marte, vênus, netunos e uranus foi se apaixonar justo por ela que o despreza e o deixa esperar)

acontece que o sol não se conformou
foi pedir ao vento para lhe ajudar
mas o vento nem se quer parou

pois não tinha tempo para conversar

o sol sem saber mais o que fazer
com tanto amor pra dar
começou a chorar e a derreter

começou a chover e a molhar
e a escurecer

o sol pediu a lua em casamento
e a lua disse não sei, não sei, não sei
me dá um tempo

(e 24hs se passaram e outra vez o sol se pôs a lua nasceu e de novo e de novo...)

o sol pediu a lua em casamento
e a lua disse não sei, não sei, não sei
me dá um tempo

e o sol congelou seu coração

(se a lua não te quer, tudo bem. você é lindo, cara. e seu brilho vai muito mais além! um dia você vai encontrar alguém que com certeza vai te amar também...)

(Antonio Pinto / Taciana Barros)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Não, eu não tenho twitter

Certo. Me deixem dizer uma coisa: não perguntem pelo meu twitter como quem pergunta o endereço da minha casa, meu tipo sanguíneo, ou sei lá. Eu não tenho twitter, e não aguento mais me olharem como se eu tivesse dito que Jesus Cristo era gay ou algo do tipo, quando eu faço essa revelação. E, se querem saber, o motivo não tem nada a ver com querer ser diferente dos outros - coisa que na maioria das vezes eu até quero mesmo.

O primeiro motivo pelo qual eu não fiz ainda meu twitter é simples: eu não acho interessante. Ou melhor, eu não acho a minha vida tão interessante assim, a ponto de achar que algumas pessoas fariam questão de "me seguir". Essa idéia me espanta, pra não dizer apavora mesmo. Utilizando-me do clichezão, eu não sou novela. Não acho que a minha vida seja cheia de capítulos interessantíssimos que eu faça muita questão assim de dividir com sei lá quem, tendo em vista que no twitter não dá pra controlar seus discípulos.

O segundo motivo seria a falta de tempo. Ou simplesmente de interesse. Fora o tempo que passo no trabalho, quando tô em casa tudo que menos quero ver é um computador na minha frente. Procuro fazer qualquer coisa que não seja estar na internet, sobretudo escrevendo sobre mim. Porque, eu gosto de escrever sobre mim. Mas para isso tem o blog, que eu acho muito mais interessante.

Ai vieram me dizer que eu devia ter um twitter porque lá tá cheio de "informação". Ai foi quando pensei: será mesmo? Será mesmo que essa nova ferramenta está cheia de informação? Ou será que estamos confusos sobre o conceito de informação? Todos os dias somos bombardeados de notícias, o que é bem diferente de informação. Conteúdo de todas as formas, que você sequer sabe a procedência, gente que viu isso, que presenciou aquilo, que tirou uma foto, que viu o acidente, que estava no banco assaltado, que viu um parto na rua, que conversou com a angélica, e jogou tudo lá no twitter. Será realmente que essas informações "formam" algo ou alguém? Depois eu pensei que encontro tudo que procuro nos portais - e já nem estes tem mais tanta credibilidade, agora que todo mundo pode ser jornalista. Mas essa já é outra discussão.

Ai, navegando por alguns twitter (eu achei quase todo mundo da minha cidade no twitter de um só conhecido!), eu descobri que a maioria das pessoas não tem algo tão importante acontecendo em suas vidinhas e, mesmo assim, estão gostando de expor isso na internet. Em menos de 10 minutos fuçando eu fiquei entediada. E logo depois me senti feliz - nem tudo está perdido.

Depois eu fiquei com raiva, porque percebi que o twitter, assim como qualquer outro advento da tecnologia, pode ser bem-vindo, desde que bem utilizado. O que muita gente tá fazendo é utilizando o twitter como bate-papo, e mandando recadinhos tipo "scrap" pela nova ferramente que poderia, de repente, está sendo utilizada pra divulgação de links interessantes, propagação de idéias em 140 caracteres dentre outras coisas que, aliás, já fazíamos no orkut - só que com bem menos velocidade. Mas, convenhamos, achar aquele amigo que a tempos você não via e perguntar como andam as coisas ainda é bem mais interessante pelo orkut.

Por fim, eu percebi que, obviamente, os perfis mais seguidos no twitter são de pessoas famosas. Tem coisa melhor do que poder seguir os passos de seu ídolo sem que ele perceba? Ou ainda, virar um seguidor assumido e passar a twittar diariamente com seu ídolo, sabendo tudo praticamente em primeira mão!? Bastidores da gravação da novela, daquele filme, do próximo álbum da banda, as atrações do programa, tuuuudo, tudinho ali exposto pra você. Lógico, fui conferir isso de perto. E foi quando descobri que a maioria dos famosos, embora ricos, são praticamente iguais a mim. Vazios. Chegam em casa após um dia cansativo de trabalho, jantam, assistem qualquer coisa na TV e vão twittar. Não me senti íntima nem próxima a ninguém, e sim decepcionada. Prefiro continuar pensando que eles aproveitam praias, teatros ou livros aos quais nunca terei acesso, pra achar um sentido em continuar idolatrando-os.

E é por isso que eu sigo preferindo os blogs. Lugar de expressão sem limites. Twitter ao meu ver ficou para preguiçosos ou pra quem gosta de se exibir. Conteúdo meeeeesmo, de verdade, só se você espremer bastante, e olhe lá. De qualquer forma, a inovação está aí e é preciso que nos adaptemos. E, se eu tivesse um twitter, postaria agora que estou escrevendo sobre ele e deixaria o link deste blog por lá. Mas eu duvido muito que alguém fosse me seguir.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Durante as férias

Sorte de hoje: Encontre a felicidade no seu trabalho ou talvez nunca saberá o que é felicidade

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Playlist do momento

Redescobrindo 'Amor e Pastel' - Mula Manca & A Fabulosa Figura.

'Loteria', nada mais.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sobre acreditar nas pessoas, sobre acreditar em si

Outro dia, já na última semana de aula do semetre, indo eu de ônibus pro ceut, comecei a pensar em quantas vezes sabe-se lá a cena já tinha se repetido. Eu ali, dentro de um ônibus, em direção a um lugar, correndo atrás de conhecimento, e mais e mais conhecimento. Antes, pra poder fazer uma leitura do mundo, depois pra passar no vestibular, e agora não mais do que para conseguir uma formação superior que já nem vai valer mesmo de tanta coisa.

Aí eu lembrei de todas as vezes em que madruguei para ir pra escola. Quando meus pais se separaram, e minha mãe não sabia dirigir, não teve outra: tivemos que aprender todas as linhas de ônibus que passavam pelo nosso apartamento. E acho que nem mesmo a minha mãe já tinha pego um ônibus um dia. Mas enfim, íamos nós duas lá naquela superlotação até chegar próximo ao meu colégio que ficava ainda a 7 quarteirões do trabalho da minha mãe. Mas ela, entretanto sempre saltava do ônibus ali comigo naquele ponto, pra me acompanhar até a escola, porque tinha medo que eu atravessasse a avenida sozinha.

Aconteceu que começamos a encontrar dentro daquele ônibus sempre nos mesmo horário, uma das professoras da escola em que eu estudava, que nem era a da minha turma, mas nos indentificávamos pela farda. Ai conversa vai, conversa vem, ela se oferecia todas as manhãs pra me acompanhar até o colégio, evitando assim aquela caminhada matinal de minha mãe. E então um simples ato que nem custava mesmo tanto esforço deve ter causado um alívio enorme pra minha mãe, que passou a saltar do ônibus só quase 10 quarteirões à frente.

No caminho para a escola eu e a professora conversávamos sobre os mais diversos assuntos. Geralmente interesses, família, convívio, e desempenho escolar. Não sei porque motivo ela depositava tanta confiança em mim. Talvez acreditasse um dia que aquela caminhada me acompanhando à escola era, sabe-se lá porque, uma espécie de investimento. Ou talvez, nem fizesse idéia de que um dia eu viraria gente de verdade, e tentava apenas poupar o trabalho de uma senhora no ônibus. - E minha mãe nem era uma senhooora, na verdade -.

Pois bem. Esse meu trabalho final do período de rádio da faculdade, quero dedicar de já as pessoas que, por algum motivo ou sem motivo algum acreditaram em mim um dia e ajudaram da maneira que encontraram. Fosse indo comigo as entrevistas, emprestando algum material, pagando uma cerveja pela espera, mandando links de material pra pesquisa, fornecendo números para contatos, dando idéia e sugestões, conversando horas no telefones sobre o procedimento das entrevistas e o tema escolhido, mandando msg no meio da madrugada e dizendo que "tudo ia dar certo", tirando dúvidas na sala de aula e dizendo que cobrava mais caro por aula particular, se oferecendo pra fazer a locução, ou simplesmente - há uns 10 anos atrás - se oferecendo pra me acompanhar até a escola. E é claro, a minha mãe também, que adquiriu alguns bons calos nos pés pela longa caminhada.

Agradeço também à disposição do Américo - professor de rádio - em responder meus emails e tentar com muita paciência me mostrar que é muito difícil distinguir temperamento forte com arrogância e que orgulho ferido não leva a muita coisa não. Pode não parecer, mas levo muito a sério os conselhos dele como mestre, embora na maioria das vezes eu não consiga seguir. Fico grata também pelas pessoas que me fizeram raiva e me chatearam até o último minuto. Isso me trouxe novas experiências, me testanto e provando a minha capacidade de construir algo sozinha.

E além dos agradecimentos, deixo aqui também um enorme parabéns as outras pessoas da minha turma, que conseguiram superar as dificuldades e os atritos e levar a produção de seus docs. em diante, produzindo alguns materiais realmente bons e tendo a capacidade de ouvir, elogiar, criticar e sobretudo respeitar o trabalho dos colegas. Porque eu acho que isso é característica dos formadores de opinião que futuramente seremos, quer queira ou não queira o STF. Àqueles que por algum minuto tiveram a miudez de enfrentar aquilo como nada mais que um trabalho qualquer pra pular pro próximo período do curso, eu só sinceramente lamento. Porque a mediocridade humana chega a me espantar. Você pode negar que tenham pessoas mais capazes que você durante o período de faculdade, mas o mundo real é lá fora, e aí, meu amigo, não vai dar mais pra enganar a si mesmo.

E eu tirei a nota máxima por que sou melhor que alguém ali? Absolutamente não. Mas talvez eu tenha mais interesse em fazer bem as coisas que levarão meu nome, minha assinatura, minha marca. E talvez também, quem sabe, aquela professora já tivesse percebido isso em mim naquele tempo, no caminho pra escola.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cozinheiro é a #$5@&**#$

Hoje levei um banho de água fria. Daquela bem fria mesmo, congelante, que mamãe me enfiava embaixo quando eu acordava cedo pra ir pro colégio.

Estava eu tirando todas as minhas dúvidas com o professor de rádio às vésperas de finalizar meu documentário (tchan tchan tchan tchan, vem aí, mais uma super produção!), quando a gente ver na tv do laboratório a notícia: STF decide que diploma de jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão.

Ficou aquele silêncio por alguns instantes na sala. Eu senti de repente tudo aquilo que vivi durante esses três anos e pouco de faculdade fazendo parte de um passado distante que não vai me servir pra mais nada que não seja motivo de piada: "olha gente, eu consegui um diploma pra botar embaixo da cama".

E o silêncio cotinuou. Um olhou pra cara do outro, e eu resolvi arriscar:
- Me senti ofendida.
- E eu me senti desempregado! - rebateu meu professor.

O certo é que é muito fácil neguim vim falar de direito a liberdade de expressão quando não é o dele que tá na reta. Trazendo essa decisão pra relidade em que vivemos aqui, a coisa agora ficou foi fedeeeeendo, meus amigos. Trabalhamos muito, ganhamos vergonhosamente pouco e concorremos com gente da pior raça: jornalistas. Se já tá ruim arrumar emprego com formação, imagine quando o seu Severino, o quebra-galho, tiver um blog na internet e conseguir ocupar as poucas vagas da área de comunicação nessa bosta de cidade. E o que é que eu vou fazer da minha vida, se qualquer um agora vai poder chegar e fazer com domínio aquilo que eu levei anos e anos pra aprender? E, num aspecto mais amplo, o que é que vai ser da humanidade, minha gente? Onde é que a gente vai parar quando qualquer post idiota como esse, cheio de palavrões e chavões for considerado "jornalismo"? Não, eu não quero estar aqui pra ver isso. Adeus, vou subir no meu ego e me jogar.

Putz, que fosse a favor da não obrigatoriedade, tudo bem, agora comparar com a profissão de cozinheiro é fodaaaaaaaaaa, viu. "Ah, mas não precisa ficar irritadinho nem fechar as faculdades, o curso vai continuar existindo nos moldes dos cursos de culinária (an?), moda ou custura (oO) nos quais o diploma não é requisito básico..."

Putaquepariu, mermão! Pois eu vou fazer cuzcuz ali que é mais negócio, pelo visto.
É por isso, aliás, que eu fui a favor da campanha do desarmamento, porque se eu tivesse um revólver essa hora aqui em casa...

Oooow meu deeeus, por que não dei ouvidos ao meu pai ;~~~~~

Tchau, fui fazer direito e ser mais um desses advogados de merda que mudam só os nomes e as causas nos documentos pré-prontos no word ;]

sábado, 13 de junho de 2009

Mãe, o que é joãozinho?


Eu tinha que postar esse vídeo aqui, depois de passar vááários dias em uma pesquisa aprofundada sobre o que seria o "joãozinho" da música da Vanessa da Mata.

Na gravação do Multishow, ela fala que fez essa música pra uma tia que tem o cabelo como o dela, mas não gosta. Eu sempre gostei dessa música, mas pensava que nada mais era que a brincadeira com as palavras, bem ao estilo de Vanessa. Eu acho, aliás, "Joãozinho" (digo, a música) a minha cara, porque todo mundo se espanta quando eu digo que gosto dos meus cachos. Lógico que eu não sou assim uma Vanessa da Mata, nééé. Mas mesmo assim apoio o movimento abaixo a ditadura do cabelo liso!

E, a propósito, "joãozinho" é bob. Hahaha, depois de pesquisar na internet, na barsa, no dicionário(?), e no diabo a quatro, além de perguntar pra todas as pessoas ao meu redor, eu descobri que "joãozinho" nada mais é que o velho conhecido bob, do jeito como é chamado no Mato Grosso, terra de Vanessa. E outra coisa que eu também não sabia era que bob ou joãozinho serve também pra alisar o cabelo... incrível.

Mas mais incrível mesmo é a tia da Venessa usar joãozinho em meio a chapinhas vendidas a preço de banana hoje em dia, não é mesmo minha gente?

EU QUEROOOOO ESSE DVDDDDDDD!!!

Um programinha normal


Hoje eu fui ao cinema e vi "A mulher invisível". Em meio a correria dessa semana, eu me permiti uma folga hoje após encerrar a última (aeaeeeae!) entrevista para o meu documentário.

Mas sim, o filme é ótimo. E mesmo com a linda e insuportável Luana Piovanni (sim, eu acho), quem rouba mesmo a cena é a Fernanda Torres, que aparece gravidinha e divertidissima. Juro que vi ali na telona a Vani com 35 anos, esperando um filho do Rui, hahaha. Entretanto, mesmo não gostando da Luana e todas as polêmicas idiotas em que se envolve, devo admitir que ela está ótima no filme. Ainda bem que ela disse adorar fazer cinema, porque, segundo disseram, "Pássaro da Noite" é ruim. E, eu já tava mesmo com saudade de vê-la atuando.

E, lóoooogico, Selton Melo está divino, bárbaro, engrassadissimo como sempre. E, embora estejam dizendo por aí, ele não tem mais nada de Chicó, pelamor. Consegue levar todo mundo a gargalhada sem recorrer a nenhuma característica batida de personagens passados em seriados como Os Normais e O Sistema. Rachei de rir, recomendo.

Pra fechar, a trilha usa e abusa de Janis Joplin e uma música que sempre tá tocando quando eu chego no Mercearia, haeuihaue.

Depois a gente (eu e Nonas), fomos comprar churrus, e saimos correndo, desviando das 2047035902568640372 milhões de pessoas que frequentam o shopping em Teresina no sábado a noite, af.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Por enquanto

A ex-chefe mais amiga do mundo fez um post só sobre mim no blog dela.

Vamos conferir, né minha gente!


;]

Volto quem sabe um dia

Juro que se eu sair dessa semana viva, com condições físicas e mentais de ainda produzir alguma coisa, eu volto a atualizar isso aqui.

sábado, 6 de junho de 2009

Que é bom desconfiar dos bons elementos

A procura de coisas novas pra ouvir, achei um EP aqui da Céu, jogado as traças praticamente. Bom, não sei nem onde baixa, já que tem tanto tempo que baixei e no atropelo do dia-a-dia tinha esquecido de ouvir. Mas são 4 músicas lindinhas, com destaque pra "Sonâmbulo" (ragga).

Fik dik.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dia de cão

E aí você vai lá nos seus depoimentos do orkut e sai clicando em APAGAR justamente naqueles e aquilo lhe é quase tão satisfatório e saciável para seu instinto vingativo como uma voadora seguida de dois murros nos dois olhos do indivíduo.


No fundo eu sabia que não chegaria a um ano.

domingo, 31 de maio de 2009

Prova de fogo

Eu detesto domingo.

Porque a casa enche de gente. Porque é meu único dia de folga e mesmo querendo que ele dure mais do que 24h tudo que eu consigo fazer de produtivo é dormir. Porque mesmo fugindo, ecuto o Faustão ligado na casa da vizinha. Porque não passa mais Sai de Baixo, a Maisa não despreza mais o Silvio Santos e o Zeca Camargo com cara de bunda quer ser o garoto do Fantástico. Porque é quando penso em mil coisas pra fazer e não faço nada. Porque deixo toda minha tarde entregue a uma cama macia e grande e um seriado qualquer. Porque é quando me pego pensando: E cadê os domingos de sol? Os amigos ricos, as casas com piscinas? Cadê o cinema com o namorado? A fofoca no quarto da amiga sobre a festinha de ontem? E o pior de tudo é saber que o fim da noite representa o começo de uma segunda-feira prova de fogo.

Odeio, odeio, e sempre vou odiar domingo, já vi.
Sobretudo pela vontade de fazer tudo e qualquer coisa atropelada pela preguiça cruel e viciosa. E o desejo desgastante de comer um dogão com fanta uva quando tudo que se tem no bolso são dois reais pregados com durex.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Antes que seja muito tarde

No msn agora a pouco com a Ina...

Luana L. Sena diz:
*é horrível
*:\
*não desejo pra ninguém
*além do vazio na casa, a saudade, e as lembranças
*eu fico imaginando como vai ser daqui pra frente, a solidão de meu avô sem ela...
*e, eu sei que embora a gente não se acostume, não dá pra lutar contra isso
*mas a minha única vontade é que ela tivesse ainda ali na redinha dela, cumprindo a rotina de sempre por mais assim uns outros 90 anos ;P
Marina diz:
*o costume, é mt ruim de esquecer
*ainda mais tu morando ai e vendo teu avô
*mas tu vai ficar mais tranquila tb
tu vai saber dele, vai poder ajudar
chama o nonato prai, chama amiga prai, fica em casa com ele mais dias, fazendo companhia
*pra ele n sentir tanta falta dela
Luana L. Sena diz:
*aah, daqui não tem quem me faça sair mais ;P
*tô acordando cedo e saindo da aula mais cedo também, só pra passar mais tempo com ele
*depois que acaba é que a gente se dá conta o quanto podia ter aproveitado mais :~
Marina diz:
*com toda certeza
*mas adianta?
a gente comete esse mesmo erro a vida toda
*e qualquer pessoa que a gente goste, que for embora, a gente vai sempre ficar achando isso

***

E foi aí que eu lembrei que dia 13 tá chegando...

domingo, 24 de maio de 2009

O domingo mais triste de todos



É, vovó escolheu bem. Domingos sempre são tristes mesmo, né? De alguma forma a gente sempre vai ficar lembrando desse domingo que poderia ter sido mais um daqueles domingos que a gente tomava café com bolo de tardezinha, quando o povo chegava da missa. Mas tudo bem. Quer dizer, bem, bem, não tá não. Mas a gente vai continuar levando daqui, a lembrança daqueles olhos azuizinhos, cor do céu em dia de sol, e de toda a alegria que ela sentia quando via a família toda reunida em dia de festa. Todo mundo de bucho cheio, sentando ao seu lado pra contar o que é que há. Quando criança, me lembro ainda um pouco com pavor da insistência em me dar banho no quintal umas mil vezes por dia. A organização e zelo pelas coisas e terraços sempre limpos. "Essa parede aqui, fui eu quem construi, pedrinha por pedrinha, fui colocando.", ogulhava-se. A preocupação com nossa alimentação e estudos."Eu estudei em colégio de freiras, sou professora formada", dizia ela enchendo o peito e desejando que os netos seguissem o bom exemplo. Nunca vou esquecer todo o esforço e dedicação. Nunca.

Já na velhice, deu pra falar coisas profundíssimas. "Minha filha, você vai ser muito feiz. Você, você é das minhas. Você é daqui. Daqui de casa. Da nossa gente. Você vai arrumar um marido, um homem bom. Mas agora não, agora você é minha", dizia com uma profundidade tão grande no olhar que as vezes me espantava. Pegou o hábito de brincar com os botões do vestido, e recusou umas 10 bolinhas de fisioterapia que quase sempre trazíamos para ela. Por muitas vezes, discutia com o vovô. "Ô que o Sena é horrível! Bruto, bruto, bruto! Véi careca e bruto!", gritava bem zangada, porque ele não a deixava ficar puxando a bermuda dele, o que para ela era uma forma de carinho. Eram o casal perfeito. Ela birrava e ele não escutava. Mas tinham um enorme amor, um pelo outro e os dois pela família. Antes de ir para o quarto, toda a vida no mesmo horário, ela fazia questão de ir avisá-lo. "Seninha, eu já vou, você vai depois?". E a cena se repetiu por 92 anos...

Tinha carência por agarrar nas mãos das pessoas a quem queria bem. E ela só queria bem, bem demais, a todo mundo. "Eu lhe quero muito bem, minha filha. Você e sua irmã. Sua irmã tem meu nome, seu pai botou em minha homenagem. Mas você, você também tem um nome muito bonito. (pausa para reflexão) Como é mesmo o seu nome?" Ela já não lembrava. Mas reconhecia e se sentia confortável com minha presença. Como em tantas noites que acordei com ela conversando no meio da madrugada, e me sentava junto de sua rede para não deixá-la ter medo do escuro. "Eu não gosto de escuro", alertava, e as vezes rezávamos, noutras cantávamos...

E agora cada cantinho dessa casa me lembra os 20 anos em que passei com ela. E amanhã, quando eu não acordar com a briga que ela tinha todos os dias na hora do banho, com a mulher que a ajudava (já não andava, nem comia sem auxílio), vou sentir aquele buraco aqui dentro. Que não vai fechar assim tão fácil não. Todos os dias ao olhar pro vovô, seu companheiro a 65 anos e que sequer teve a oportunidade de ver a esposa pela última vez, eu vou morrer um pouquinho. Mas vou estar firme. Vou sim. Como prometi a mim, como prometi a todos. Mas hoje, não há nenhuma cantiga de ururbu dançador que me faça sorrir.

Hoje, só pelo menos por essa noite, o meu coração tá fechado, vó.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Discussão jornalística

Luana: Uma notícia do Lula cumprimentando uma ex-bbb é política ou entretenimento?
Cícero: Isso não é notícia.

domingo, 10 de maio de 2009

Mais saudade que vem por aí

Quem liga pra saber se você chegou bem em casa em um feriado de ruas desertas? Retorna suas ligações sempre preocupada para saber o que houve. Te dá carona no meio de um temporal. Bota seu remédio dentro da bolsa, pra você não esquecer. Fala pouco dos problemas dela, mas tá sempre disposta a ouvir os seus. Diz que durante a cobertura do carnaval de rua da cidade, você pode ir pra casa antes dos desfiles terminarem caso comece a chover muito. Te deixa voltar em casa pra trocar a roupa molhada e não pegar um resfriado. Se preocupa com sua vida acadêmica como ninguém. Pára o trabalho no meio da tarde pra perguntar se você já bebeu água e manda você ficar de repouso atá a dor passar. Pensou errado quem achou que eu tava falando da mamãe. Apesar da data, a homenagem de hoje vai pra minha chefe.

Eu já tinha ouvido uma vez que nessa profissão (e eu suponho que em todas as outras), você toparia com chefes bons e ruins. Os bons, sempre do lado de sua equipe. Os ruins sempre escondendo os próprios erros atrás dos repórteres, quando ameaçados por algum superior. Eu tive sorte de logo de início topar com uma chefe das boas. E essa chefe é a Arlinda Monteiro.

Eu me lembro bem o dia em que a Arlinda me ligou dizendo que eu tinha sido uma das selecionadas pra trabalhar no portal O Dia. Até então, eu só a tinha visto no dia da entrevista em que ela fez um terrorismo enorme sobre o que era trabalhar com ela. Fiquei tão feliz com a notícia que nem tive tempo de ter medo. Corri pra lá, e começamos assim, acho que de cara, uma relação que surpreenderia a de chefe-estagiário. Isso porque a Arlinda é diferente. Ela não manda, pede. Ou, se você botar muito boneco ela manda sim, e ainda diz "se não quiser trabalhar tá cheio de gente ali na porta deixando currículo...". E eu tremia. Aliás, ainda hoje tremo às vezes quando ela me liga. Mas não pelo fato de botar em risco a excelente oportunidade que é estar dentro do jornal O Dia e sim pelo receio de perder aquele contato diário com alguém que virou mais que colega de profissão.

Arlinda sabe dosar perfeitamente o tom de chefe e o tom de amiga. E, enquanto todos me criticavam alertando que no jornalismo não existe amizade nem elogios, ela veio contra a correnteza, realizando isso que chamamos de cativar as pessoas. Arlinda contagia com seu carisma todo mundo que tá por perto. É tanto que nossos vizinhos da TV vivem querendo roubar minha chefe, mas eu não dou não, não mesmo. Hoje eu posso dizer sem mentir que tenho uma chefe-amiga. Por vezes mais chefe que amiga. Todavia alguém que conquistou um lugar autoritário e carinhoso na minha vida. E que agora vai me abandonar.

Apesar de querer muito prender ela aqui, eu sei que ela vai se dar bem, seja pra onde for. Eu já tô até quase me acostumando a me separar de pessoas de quem tanto gosto. Mas com a Arlinda foi diferente. Foi tão pouco tempo de convívio que chego a achar injusto essa separação precoce. Sinto não tê-la conhecido antes, sem ordens, sem puxão de orelha no trabalho. Mesmo assim valeu a pena. Mesmo que eu não cresça tanto na profissão como imagino um dia crescer, eu já me sinto bem realizada pela oportunidade de ter conhecido a chefa mais especial do mundo.

Vou sentir sua falta, Arlinda. Você é peça das raras.
E não pense que vou esquecer daquele papo de 'quando eu ficar rica e bem sucedida na globo mando chamar vocês pra trabalhar comigo', hein.

Maldita infecção

Um antibiótico por dia. Um anti-inflamatório de 12 em 12 horas.
Meio litro de água a cada uma hora.
Um pantozol para aliviar o estômago.
Repouso.

Tudo isso pode fazer você não gritar de dor à noite, ou, em todo caso, piorar sua gastrite :D

sexta-feira, 8 de maio de 2009

8 de maio

19 anos da minha vida com preguiça de ligar o forno pra esquentar uma pizza de madrugada e aprendendo a fazer pipoca na panela de pressão sem queimar. E agora minha mãe me vem com essa de 'até as pessoas bem pobrezinhas tem microondas'. Ela é uma graça.

Às vezes dá até vontade de continuar doente só pra ficar mais na companhia dessa mulher e receber mais uns tantos de cuidado e carinho. Feliz aniversário pra minha mãe.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Barrabás, tcha tcha tcha, Barrabás!

Pausa no meio da semana pra cuidar de uma infecção.
Tanta coisa pra fazer e tudo parece tão impossível aqui de cima da cama...

Felipe estava coberto de razão: eu estava do lado do Barrabás no dia do julgamento.
Aliás, mais que isso. Eu era presidente do fã clube do Barrabás. Nada mais justifica...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

E esse verão que não acaba


Agora perdeu foi a graça.
Nem é mais aquela chuva bonita de poemas e canções. Alô, São Pedro, tem gente sofrendo com isso.

Foto: Maurício Pokemon

terça-feira, 21 de abril de 2009

Notícias do Ceará

Felipe diz:
*ocupada demais pra falar com um velho primo ?
*eu nem tava afim de conversar mesmo...
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*primooo
*;~~
*hoje eu tô de folga!!
Felipe diz:
*como andam as coisas nessa província q vcs chamam de cidade?
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*cara, tá tudo indo
Felipe diz:
*pra onde?
*pro buraco?
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*ahuehuae
*cara de cu
Felipe diz:
*ei
*arrumei um emprego
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*meldeos, até que em fim que tu não é mais vagabundo!!
*onde é o trampo?
Felipe diz:
*numa faculdade daqui
*a UVA
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*vai dar aula ou fazer vinho?
Felipe diz:
*vai a merda
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*e teus colegas de ap?
*são gente boa?
Felipe diz:
*são ótimos
*quietos,porém festivos
Felipe diz:
*e o seu Sena
*como ele está?
*manda um abraço pra ele
*e a dona Elmira?
*e a De Deus
*tô com saudades dos copos de leite com nescau
*e dos sanduíches
*tô morrendo de saudades de vcs
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*o vovô tá mandando um abraço e desejando felicidades nos seus estudos e no seu emprego
Felipe diz:
*obrigado
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*tá todo mundo com saudade
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*te mandando abraços
Felipe diz:
*manda outro pra ele
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*ok
Felipe diz:
*e outro pro teu pai, pra elmirinha e pra tia márcia
*e diz q num custa nada me ligar no final de semana
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*aeuhauie
*a de deus tá te mandando um abraço, e diz que quando tu vier vai ter um almoço especial pra ti
*olha ae, rapaz
Felipe diz:
*olha!!! tô cheio da moral
Luana Sena " Portal O Dia diz:
*com suco ou guaraná!
*HAHAHA
Felipe diz:
*ma rapá
*tô podendo
*vou cobrar
*aí depois eu pago duas cervejas no bar em frente....
*kkkkkkkkkkkkk




[E o coração fica assim, faltando um pedaço...]

terça-feira, 14 de abril de 2009

Carta 5

Querido Xilipe,

sonhei com você de novo! Tô perdendo a conta, já.
Soube que tá de celular novo, agora vai ser uma luta pra falar contigo, hein.
Queria saber como se foi de mudança, se tá gostando do novo bairro, se o Douglas te encheu muito o saco na semana santa, haha.
Bom, preciso nem dizer que no sonho tu tava aqui, né?

Saudade muita.
Beeeijo!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

AEAEAEAEAEAEAEAEAEAEAAAAAAAAAAAAAH

CHEGOU!
Tananan

CHEGOU!
Tananan

CHEGOU!
Tananan

Sabe o que é ter de se manter calma e controlada quando na verdade tudo que você quer é sair correndo e gritando pela rua? Pois é, sou retardada :D

terça-feira, 7 de abril de 2009

E o bicho é cabeludo...


Pesquisadores desocupados de alguma cidade de nome estranho dos Estados Unidos apresentaram recentemente uma pesquisa que revelava o perfil realista e simbólico do que seria o inferno. Vocês viram como é? Não viram? Pois eu lhes conto agora, caros amigos.

O inferno abre cedinho, às 8h e tem um número limitado de senhas para atendimento diário: são 30. Geralmente, às 8h10 já tem esgotado todas. Em bancos desconfortáveis, senhoras de meia idade se queixam de espremedores de frutas comprados no Paraíba que só espremem laranja, quando na verdade, segundo o vendedor, deveriam espremer e triturar todo e qualquer tipo de frutas além de penerar as sementes. E o suco ainda tem que sair do negócio adoçado. Na porta central, ao lado de onde se pegam as senhas, um homem aparece de cinco em cinco minutos berrando nomes de pessoas comuns e chamando por vezes representantes de empresas como magazine Liliane, Marko Informática, Bradesco, Tim, Claro, Credicard entre outras. Na parede, uma plaquinha avisando que é proibido tocar fogo em postes ou entrar para audiências com tochas de fogo. No alto da porta de entrada escrito em letras grandes: PROCON.

E eu só posso mesmo é ter morrido e ter sido encaminhada direto para esse inferno sem ao menos passar pelo purgatório (eu sabia que esse negócio de querer chutar mendigo as vezes e não suportar criancinhas não me sairia impune). Peguei a senha de número 20 e esperei pacientemente. A queixa: um notebook que até hoje eu não vi nem a cor. Depois de 2 horas e meia de espera, sou chamada ao guichê 1, onde o cara me diz sorrindo depois de todo o meu desabafo: "hoje mesmo veio um caso desses aqui". Ainda achando tudo muito natural, o homem diz que iria realizar uma "triagem" e pede que eu aguarde até ser chamada. Ótimo, aguardar. Não faço nada mais que isso ha... 24... dias.

É interessante como quase tudo nessa vida gira em torno do nosso próprio umbigo. Eu estava pouco me lixando para a reclamação das senhoras sobre o Paraíba, mas de repente me ocorre que, se o Procon daqui não resolve problemas com as próprias lojas da cidade, imagine chamar uma empresa lá de São Paulo para uma audiência. Volto a sentir aquela sensação de impotência diante da situação. Me sinto ridícula ali, esperando num sei quem, pra fazer num sei o que, num sei em que dia, quando na verdadde tudo que eu preciso é de um computador que eu JÁ PAGUEI, diga-se de passagem, à vista.

E então uma mulher fanha me chama através do vidro. Eu chego lá achando que, pela demora de mais umas 2h o representante da saraiva tinha vindo via sedex embrulhado para mim, quando descubro que tudo que o Procon pode fazer por mim é: NADA. "Vamos mandar uma carta para a empresa dando um prazo de 10 dias para que eles nos comuniquem o ocorrido. Se nesse período o produto chegar, você entra em contato com a gente. Nossas audiências agora só serão marcadas para junho.Se necessário negociar com a empresa você deverá esperar até lá." Enquando isso meu cérebro processava todas aquelas informações: 10 dias, um mês, prazos, e mais prazos. Essa é aquela parte em que eu respiro fundo e digo um sonoro e retumbante: "Ok".

Pergunto se, em caso de querer cancelar o produto eu posso exigir o reembolso do dinheiro imediatamente. Ela me responde, adivinhem só, que a empresa, a bosta da porra da merda da SARAIVA, MESMO ATRASANDO EM 24 DIAS MEU PEDIDO, tem todo e total direito do mundo de pedir 7 dias para me devolver os MEUS SUADOS MIL E OITOCENTOS REAIS. É mole ou quer mais?

Pois bem. O cara do guichê ao lado, que havia me atendido anteriormente, aconselha: "pede o dinheiro de volta corrigido e ferra eles", e faz aquele gesto obsceno com as duas mãos. Excelete, tudo que eu precisava.


Volto pra casa abatida, desencantada da vida, e descubro que o meu computador, por algum motivo real ou sobrenatual mais conhecido como "priminhos capetas que esculhambam o computador dos outros" não está funcionando. Boa. Como se não bastasse o notebook não chegar, o pc velho ainda dá pau. Só podem é ter botado mandinga em mim, minha gente. Procuro uma tigela de farinha embaixo da cama, uma galinha preta em algum canto do quarto, mas não obtenho sucesso.

Opa, espera aí. Mas se eu estava no inferno e não tava morta, ao que tudo indica, pode ser que isso seja um pesadelo, não é mesmo? Daqueles bem reais, com coisas sólidas e concretas, sabe? Daqui a pouco aparece aquele bicho enorme que, dizem, corre atrás do pobre. E esse bicho, segundo meu pai, é cabeludo...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Continue a nadar

Mas o que é um computadorzinho de 1.800 reais que você pagou à vista e nunca chegou, não é mesmo minha gente? Quem se desesperaria? Eu me desesperaria? Imagina.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Francisco, Forró y Frevo

E, eu esqueci de comentar: o show do Chico César além de me surpreender só comprovou que ainda tem muita gente produzindo coisa boa por aí. É que com tanta merda estourando nas rádios e fazendo sucesso por aí, às vezes eu me pego um pouco em desespero procurando coisas boas pra ouvir e acabo recorrendo a produções antigas, porque, convenhamos, a produção musical atual tem deixado muito a desejar. Aí depois neguim vem e diz que meu gosto musical é velho. Fazer o que né. Música tem que ser boa, não nova, colega.

'Francisco, forró e frevo' do cantor e compositor paraibano, Chico César. Recomendo ;]

segunda-feira, 30 de março de 2009

Por que não?

'o sol nas bancas de revista
me enche de alegria e preguiça
quem lê tanta notícia
eu vou...'

Caetano Veloso / Alegria, alegria

Segunda-feira

O dia hoje tá todo estranho.
Estou trabalhando de casa, minha mãe levou café na cama, almocei caldinho de feijão, o Piau Pop vai ter Exaltasamba e o meu notebook ainda não chegou.

Quer dizer... estranho seria se ele tivesse chegado.
É, acho que tá tudo normal.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O Nilsinho chegoooooou! É mentira....

Confesso que se não fosse o fato de ter escolhido a carreira de jornalismo, Teresina pra mim seria pouca coisa a mais que centro-zona leste. Tenho conhecido grande parte da cidade nas pautas da tarde pegando carona nos carros do jornal e da tv O Dia (Jailson, como você e sua motinha fazem falta...)

Pois bem. Hoje fomos a caminho da CICO - Comissão Investigadora do Crime Organizado - lá no inferno da pedra virando a direita. Atrás de que? Uma única foto, desfocada que fosse do bandido-criminoso-marginal-malandro celebridade da vez: Michel Feitosa. Não, minto. Na verdade o todo-todo mesmo é o Nilsinho, acusado de assassinar a estudante Thallyne Teles (que morreu com dois tiros e foi abandonada em Buriti dos Lopes, todo mundo tá careca de saber...). Mas, na tentativa de fulga, o Nilsinho pegou dois tiros e tá internado ainda no Ceará, onde foi capturado (coisa de filme mesmo, sabe). Comentávamos no carro (eu, o motorista e o Oliveira, repórter do Jornal), que um pai de família quando leva uma topada na rua é capaz de morrer na hora, mas um bandido desse...

Enfim, conversa de bastidores. Não cabe a nós jornalistas julgar e sim apenas revelar os fatos. Por isso fomos em busca da foto do Michel, sobrinho de Nilsinho, que na verdade só deve ter ajudado a esconder o corpo, ao que tudo indica. Mas sim, chegamos lá e...alarme falso. Não tinha nada, nem bandido, nem foto. Só o delegado Bonfim Filho comendo uma rosquinha. (E na verdade, também não tinha rosquinha, mas eu botei isso porque sempre tem um delegado comendo rosquinha em filme policial...)

A verdade é que, na ânsia em dar a notícia em primeira mão, alguns meios de comunicação sairam divulgando em manchetes espetaculosas que o assassino-celebridade da vez já estava na cidade. Tu-do mentira. Mas tudo bem, o show tá só começando...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Carta 4

Querido Xilipe,

aqui vai ter show do Chico César e eu voooooooooooooooou!

Mas enfim, sinto saudades...
Sonhei contigo dia desses. Que tu voltava, me ligava, e eu desesperada dizia 'meldeos, vamos fazer algo antes que você vá pra longe de mim de novo!', e você dizia que nunca mais ia sair daqui. Bobagem, e tal.
Mas eu sinto falta...

Te contar, levei um balão :D
Pessoal cretino da Saraiva pegou meu dinheiro e nunca me mandou o notebook, aheiuhaeiua. O jeito agora é rir né, vou chorar pra que? 7 dias pra ter o reembolso do dinheiro, ou mais 9 dias pra que eles enviem outro notebook, porque, segundo a empresa, a carga foi roubada a caminho da cidade. Aiai.

Isso tudo, mais o trabalho, o programa de rádio da faculdade e outras coisas tem me dado uma dor de cabeça da porra e tirado um pouco o sono. E eu me peguei pensando hoje que eu não era tão assim quando você tava por perto. Não sei se pelos encontros ao acaso, no meio da semana, que me enchiam de esperança e conselho e que faziam as coisas darem certo ou pelas ligações desesperadas no meio do nada perguntando o que fazer ou como agir, ou até mesmo pelas gargalhadas de histórias trágicas que acabavam virando deboche com a gente. Tudo era piada. A gente era bom nisso, hein?

Rir tá tão mais difícil agora...
Acho que tô virando gente grande, e você nem tá aqui pra acompanhar isso, seu bosta!

Beijo, manda notícia.

P.s: Vou te mandar meus programas gravados na rádio anexados em um e-mail. Daí você salva, passa pro seu mp4 e houve um tostão da minha voz, hohohoh.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Às vezes a gente tem que brincar de ser adulto.
Levantar a cabeça, respirar fundo, engolir toda a raiva e ter um pouco mais de paciência...

terça-feira, 24 de março de 2009

Não façam a mesma merda que eu: NUNCA COMPREM NA SARAIVA

Renata Lopes Olá Luana Sena, em que posso ajudar?
Luana Sena quero um SAC 0800 AGORA pra falar com a empresa ou vou denunciá-los
Luana Sena e não vou ficar aqui de palhaça falando com um serviço de mensagens automáticas não, ok?
Luana Sena se virem em me atender de forma digna, porque eu paguei CARO por um produto que até hoje não recebi
Renata Lopes senhora Luana não temos 0800, o telefone do SAC é 11- 3335-2957
Luana Sena E NÃO VENHA ME PEDIR 'DESCULPA PELO TRANSTORNO', QUERO UMA RESPOSTA CLARA E DIRETA AGORA SOBRE A ENTREGA DO MEU NOTEBOOK OU DO CONTRÁRIO CANCELAREI O PEDIDO
Luana Sena mas por lei vocês são obrigados a ter um sac 0800 que atenda, inclusive, celular
Luana Sena quer dizer que agora eu tenho que desenbolsar um interurbano pra pedir uma satisfação pela não entrega de algo que eu PAGUEI A VISTA?
Luana Sena O QUE DIABOS VOCÊS FIZERAM COM O MEU PRODUTO?
Luana Sena QUAL A DIFICULDADE DE CUMPRIR UM PRAZO ACORDADO, MINHA FILHA?
Renata Lopes verifiquei seu pedido a entrega esta prevista para hoje
Luana Sena pode me dizer se está pelo menos na cidade?
Luana Sena porque o prazo eram 9 dias, hoje fazem 10
Renata Lopes já foi encaminhado para a cidade sim
Luana Sena e se não for entregue hoje
Luana Sena vocês vão me devolver o dinheiro?
Luana Sena a minha paciência se esgotou
Renata Lopes caso a senhora queira o cancelamento, solicitaremos a devolução da encomenda junto a transportadora
Renata Lopes assim que o pedido chegar é encaminhado um e-mail para senhora onde poderá fornecer os dados bancarios para que seja feito o reembolso
Luana Sena minha filha, eu já esperei 10 dias
Luana Sena 10 dias dá para fazer um notebook novo
Luana Sena eu quero o meu produto até as 21h de hoje, é só isso, e ficamos quites
Luana Sena da última vez que falei com esse atendimento online disseram que ia atrasar e que eu deveria esperar mais 5 dias
Luana Sena acontece que eu não tenho mais 5 dias pra esperar, e se o produto já está na cidade, me diga o endereço que eu indo buscar a pé ainda é mais rápido, ok?
Renata Lopes não temos acesso ao endereço da transportadora e nem aos telefones.
Luana Sena porque são uns incompetentes, irresponsáveis, que brincam com a cara do cliente sem um pingo de respeito pelo consumidor
Luana Sena vou esperar só até as 21h de hoje, estou avisando
Luana Sena se chegar amanhã, piso em cima e quebro todo o produto
Luana Sena e nunca mais compro nessa porcaria de empresa
Luana Sena além, é claro, de queimar o filme por toda a cidade, hahaha
Luana Sena adeus

sexta-feira, 20 de março de 2009

GGRRRRRRRRRRRRRRRR

ATENDIMENTO ON-LINE SARAIVA.COM

Denis Vilela Olá Luana Sena, em que posso ajudar?
Luana Sena quero saber a previsão de entrega do meu notebook
Luana Sena hoje fazem 8 dias, vão entregar só no último dia do prazo mesmo?
Luana Sena alô, moço?
Denis Vilela Obrigado por aguardar, desculpe-me a demora.
Luana Sena tudo bem, eu só quero uma resposta
Denis Vilela Pedimos desculpas pelo transtorno. Encaminharei esse diálogo ao departamento responsável para que possamos buscar a melhor forma de solucionar essa eventualidade. Contamos com sua compreensão.
Luana Sena conto com o meu notebook neste fim de semana, e eu sei que voces não fazem entrega no sábado, portanto...
Luana Sena segunda é o fim do prazo
Luana Sena obrigada
Denis Vilela Pedimos desculpas pelo transtorno causado, houve uma eventulidade com a nossa transportadora que
impossibilitou a entrega no prazo acordado

Desta forma será feito o contato com a transportadora, pedindo a entrega do seu pedido com prioridade.
Luana Sena ah, fico muito grata
Luana Sena data?
Denis Vilela Pedimos que aguarde a entrega em até 05 dias úteis
Luana Sena MAIS 5 DIAS?
Luana Sena obrigada

[SAIR]

Só pode ser um pesadelo...

domingo, 15 de março de 2009

Carta 3

querido xilipe,


sei que você não deixaria um plínio marcos passar assim tão fácil :\

Preguiça

Meu único sonho é que as roupas fossem andando sozinhas até o tanque e voltassem limpas, secas e passadas.


Meu quarto tá que não tem nem onde sentar direito.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Produção e redação para radiojornalismo

Caralho, a produção do meu programa tá me deixando doooooooooidaaaaaaaaaaa ;~~~~~~

segunda-feira, 9 de março de 2009

Não aceita! Não aceita!

Xilipe: Ei maluquinha... o Sobrinho me falou q tinha um notebook q normalmente custa 4 mil e na net tá custando só 2 mil. O número dele é: ********; já o número da casa dele é: ºººººººº. Liga pra ele e diz q é minha prima e tal... enfim... com certeza ele vai te tratar muitíssimo bem!!!! Qualquer coisa me liga.
B-jão e té mais!!!!

Luana Lia: brigaada primo ;]
a questão é que eu só tenho 1.500 :D
ahuiehuaie
mesmo assim, fizemos uma pesquisa de preço e consegui convencer o papai de que não se encontra notebook por menos disso. Fiquei então com um semp toshiba, 2GB, 160 de HD e tela de 14", por 1.795. Achei em conta, já que o preço em todo lugar é 2.100.
pedi ontem pela saraiva.com, mas leva mais de 10 dias pra chegar ;~
enfim, saudade pra porra de ti.
:*

domingo, 8 de março de 2009

Carta 2

querido Xilipe,

que falta você me faz ;~~~~~

quinta-feira, 5 de março de 2009

Você se foi, você partiu

Querido Felipe,

digo, querido MESTRE Felipe,

faz pouco menos de 3 horas que tu partiu, e eu já tô aqui escrevendo a primeira carta (e eu sei que serão muitas), endereçada a Praia do Futuro. É que quando tu saiu por aquela porta, com aquela mala do tamanho do mundo - e que eu tenho certeza que me caberia lá dentro, era só eu ter emagrecido aqueles 3 quilos - uma pilha de livros velhos - alguns muitos, outros nem tanto - o leãozinho embaixo do braço e uma manta pro caso de fazer frio na viagem, eu senti. Senti sim, naquele abraço, o teu coração apertado. A gente fica aqui se lamentando da falta que tu vai fazer e se esquece que talvez a barra maior vai ser pra ti, que, além de livros, cds, manta e um leão de pelúcia velho e assanhado, tenha que levar na mala também coragem. E muita. Mesmo a gente sabendo que tu já tá quase cearense de tanto que andou por lá esses últimos tempos, a gente se preocupa, sabe? Eu tenho certeza que depois que tu saiu, e a vó foi lá pra dentro do quarto como quem termina de arrumar a bagunça que tu deixou ao finalizar a mala, ela tava chorando. Mas não de pensar que agora vai dormir sozinha a maioria das noites, e que tu não vai tá mais lá por perto pelos próximos anos, pra reclamar da comida, da vida, do som da tv, das coisas que ela compra ou dela te acordar pra alguma coisa. Ela devia mesmo era tá pensando em quem vai lavar tuas cuecas, fazer teu prato na hora do almoço, guardar os melhores pedaços do frango pra ti ou deixar teu sanduíche só no ponto de esquentar no microondas pra quando tu chegar morto de fome daquelas farras infinitas. Mas deixemos o choro da vó de lado, porque ela gosta de chorar sozinha, escondida. (na verdade, eu nunca tinha visto a vó chorando antes de hoje).

Pois bem, então. Eu vim pra casa né? Depois da gente se abraçar e tu perguntar se eu ia te deixar no ônibus - Ôpa, foi mal. Vamos fingir que você foi de avião, pra ficar mais poético - eu respondi 'não, esse é o último', me referindo ao abraço e não ao choro, porque eu sei que ainda vou chorar muito por esses tempos que você tiver fora. É engraçado que as pessoas ficam tentando consolar a gente dizendo que Fortaleza é bem aí, e que agora a gente tem um apartamento na praia pra passar as férias e feriados, como se o tio nunca tivesse morado lá e como se isso fosse a mesma coisa de ouvir quase que todo dia tua palma já tão conhecida aqui em casa e ir abrir o portão correndo, pra tu sair do sol e vim usar meu computador com o pretexto de vir me visitar. Ah, aquelas tardes! Tu mal acabou de partir e isso tudo já parece tão distante... queria eu ter aproveitado mais cada segundo daqueles aqui contigo. Mas não, eu sempre com aqueles sonos mais cretinos do mundo, que me faziam dormir até babar, e às vezes quando abria os olhos tu já tinha até ido embora - e só depois eu via um copo sujo de bananada ou leite com nescau que a De Deus fazia pra ti com tanto carinho.

Mas também não é nem de vitaminas e copos sujos que quero falar agora não. Na verdade, eu queria que você pudesse me ver nesse momento, como tão boba que sou. Quer dizer, que pudesse ver em foco só o rosto e os olhos marejados, de cima pra baixo, diante da tela do computador, em plano americano, como se chama no jornalismo, não precisando mostrar assim o pijama velho e maior que eu uns 2 números que tô usando nessa noite fria.

Choveu até agora pouco. Parecia que tinha alguém lá em cima adivinhando a tristeza da gente aqui embaixo. É impressionante como de repente a casa ficou tão vazia sem tu e as tuas tralhas. Eu fiquei na janela olhando a chuva cair enquanto a mamãe fumava um cigarro e fungava um pouco lá na porta, fazendo planos de te ligar no sábado pra saber como foi a viagem e outras coisas. A vovó lá dentro, como já disse. Aí depois eu vim pra casa, ainda com chuva. Mas não se preocupe, não me molhei. Vim de táxi. E fiquei tentando calcular no caminho quantas vezes a gente teria feito o mesmo percusso de manhã, de tarde, de madrugada, conversando besteira, falando das pessoas e das coisas - e mais das pessoas do que das coisas - e agora ele começava a parecer tão grande e perigoso sem você por perto. Tudo aqui, aliás, vai ficar agora meio grande demais, meio eterno demais, meio sem graça demais. Pode apostar. Mesmo todo munso falando que 2, 3 anos, sei lá quantos vão ser, passam rápido e que quando a gente menos esperar você vai estar aqui de volta. Mas eu sei que não vai ser bem assim, e isso me faz chorar mais do que saudade.

É o diabo do medo. Um medo quase que desesperador que eu sinto de que você não volte mais. E o pior é que isso pra mim já é quase tão certo, que nem me espantaria ligar no fim de semana pra saber como você está e você se dizer ocupado, com uma turma nova de amigos em algum boteco bem massa da cidade e não poder falar muito. Aí você vai conhecer um monte de gente, um monte de gente até melhor que eu, melhor que nós. Pessoas que talvez nem liguem pro fato de você ser de Guaribas - hahaha, brincadeeeeira - e te tratem como o tal, como o MESTRE. O título que você vai conseguir por merecimento, e que na verdade, eu acho bem melhor do que pintor de parede mesmo.

E aí no meio desse grupo vai ter alguém especial por quem você talvez se apaixone, e aí termina os anos de pesquisa, e nós vamos todos ter de convencer a vó de ir para o seu casamento provavelmente em Jericoacoara, ou em algum outro lugar assim que eu não conheço, e convencer a tia Lêda de aumentar a produção de bolo pra poder pagar hotel pra hospedar toda a família, porque até já imagino que não vai caber todo mundo no seu apartemento com dois quartos, sala e cozinha - cozinha do tipo americana, que a gente tanto falava que era boa de fazer reuniões com amigos e macarronadas por causa daquele balcão de mármore, lembra? - O outro quarto poderia até caber as meninas com a Nati e a Rebeca que tanto vão fazer questão de ficar na casa do tio Xilipe, se não tivesse ocupado com tantas coisas que tu comprou com o salário bom que tá ganhando como professor de alguma universidade fodona por lá. Eu vou poder te ajudar a instalar o pc última geração que tu comprou, aí nós vamos rir muito lembrando do sufoco que tu passou pra concluir a monografia no meu tartaruga...

Isso tudo me faz rir e chorar muito, e tudo ao mesmo tempo assim de maneira muito estranha. Porque eu te desejo sim, muita coisa boa. Aliás, todos nós aqui, os Cunha Lopes e os teus amigos, quase Cunha Lopes também de tanta convivência e muita gente até te inveja de tanto amor que tu recebe de uma família até meio pequena. Mas eu queria de verdade mesmo era tu perto da gente, mesmo sabendo que isso é de um extremo egoísmo de nossa parte, mas fazer o que, né? É que agora que tu tá distante eu tenho a sensação de que faltou dizer tanta coisa. Mesmo eu tendo saído do emprego e matado aula só pra ir te dizer alguma coisa mais, e acabei dizendo meio atropelada, diante de tanto chororô. Eu não sei bem se tu ouviu. Era alguma coisa entre escreve com frequência, toma xarope pra essa tosse, dá uma olhada nos e-mails sempre que puder e eu te amo muito e você vai deixar um buraco do tamanho do universo aqui e eu vou ter que rebolar muito pra preencher esse vazio.

Aí eu chorei, chorei bastante. Mais do que na despedida, mais do que no domingo. E fui fazer aquele molho pra salsicha que tu ensinou, cantarolando alguma coisa como 'meu amor partiu', e descobri que o requeijão misturado com o pomarola fica muito mais gostoso que o creme de leite, que deixava até o molho meio adocicado. Hahaha, adocicado me lembrou 'adocica' do Beto Barbosa, que me lembrou os caicais, que me lembrou você dando instruções de como era naqueeeeeele tempo que um cara tinha que fazer pra conquistar uma garota na lambada, hahahaha.

Ah, que merda. Todos vão sentir tanto a sua falta. Até o vovô falou aqui pra mim algo do tipo 'é, o Felipe é um rapaz muito... muito... muito...', é esqueci a palavra, mas era algo como 'interessado' ou 'merecedor', na lingagem do tempo dele. E, enfim, eu não vou saber como compensar isso as pessoas. A mãe ficou pra dormir lá hoje com a vó, não se preocupa. Já tá tendo até briga pelo teu espaço no guarda-roupa e por todo o buracão que tu tá deixando lá. Eu sempre que puder vou passar lá. Vai me partir o coração entrar naquele espaço que é tua cara e não ouvir tua voz cantando no chuveiro naqueles banhos de quase uma hora que me faziam perder a paciência de te esperar pra gente ir tomar uma cerveja ou comer uma pizza ali por perto e ter alguma conversa sobre qualquer assunto que faziam eu me sentir tão entendida como quase ninguém conseguia fazer. Mas eu vou lá, vou sim. Saudade às vezes até que é bom. Me fazem repensar em quase tudo que aprendi e na verdade, no que mais desaprendi contigo e vê o quanto eu fui feliz por ter tido você no meu caminho, na minha família, no meu coração, suprindo toda a necessidade que eu já tive de carinho, afeto e atenção até hoje.

Hoje eu nem sou mais aquela menina mimada e chata, que tu começou a mostrar algumas músicas legais e de repente a gente foi tendo tanta coisa em comum e tantos gostos e piadas iguais que as pessoas quase nem reconheciam quem era quem, mas eu ainda sinto necessidade de aprender um monte de coisa, e gostaria que você pudesse estar por aqui pra me guiar, ser meu exemplo, meu espelho. Por exemplo, essa dor que tá incomodando aqui no peito não vai sair assim tão fácil, e você não me falou que seria difícil quando fez todo esse plano maquiavélico de ir morar na beira-mar, ok? Acho isso muito não válido, seu bandido. Fraude. Espera aí: fraaaaaaaaaaaaaaaaaude. É isso mesmo que tu é.

E já chega de escrever por hoje, porque eu nem tenho mais nada pra dizer mesmo e tá passando da minha hora de ir dormir, coisa que eu não posso fazer, é claro, sem antes trabalhar mais um pouco. Olha, vê se não esquece daquilo que a mãe falou quando tu já ia saindo na porta: se segure na gente, meu filho! Somos sua família e vamos está o tempo todo aqui, caso tudo dê errado e você descubra que na verdade se encantou mesmo foi com brochas, pincéis e suvinis ou mesmo e principalmente se você enrricar aí pelas bandas do Ceará, tá legal? Esquece da gente não, primo.

Sem mais dramas.
Te cuida. Sucesso.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Menina de três anos criada por cães na Rússia só rosna e diz sim e não

Não resisti, haueaiehuiae.

Essa merecia ir pra 'Anão vestido de palhaço mata 8', né gente?


Matéria original aqui ;]

Luana, a menina que Lia

AEAEAEAEAEAEAEAEAEAEAEAEAE, blog novo :D